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Amazônia / História

Acidente com avião da Gol que matou 154 pessoas completa 9 anos

Legacy pilotado por americanos bateu na aeronave  com  passageiros  em Mato Grosso, em 2006.

terça-feira 29 de setembro de 2015 - 9:16 PM

Da Redação / portal@d24am.com

Avião da Gol caiu no norte de Mato Grosso, na reserva indígena do Xingu. Foto: Sebastião Moreira/Estadão

Manaus - Uma das maiores tragédias da aviação brasileira, até então, completou nove anos, nesta terça-feira (29). Um jato Legacy se chocou num avião da Gol Linhas Aéreas com 154 pessoas a bordo, em setembro de 2006, caindo no Norte de Mato Grosso, na reserva indígena do Xingu, já na divisa com o Pará. Não houve sobreviventes entre os passageiros da Gol. 

No fim da tarde do dia 29 daquele mês, uma sexta-feira, os americanos Jan Paul Paladino e Joseph Lepore pilotavam o jato, da empresa Excel Air, que acabou batendo na asa esquerda do Boeing 737-800. O avião da Gol fazia a rota Manaus-Brasília, tendo o Rio de Janeiro como destino final. Após quase 24 horas de buscas, os destroços da aeronave foram encontrados numa área de mata fechada da Floresta Amazônica. 

Segundo relatos da equipe de resgate, na época, o avião da Gol caiu de bico na selva. Na colisão, o Legacy (fabricado pela Embraer) teve parte de uma das asas e a cauda danificadas, mas conseguiu fazer um pouso de emergência num campo de provas da Força Aérea Brasileira (FAB), na região de Alta Floresta, em Mato Grosso. 

Entre as vítimas da tragédia, estava um bebê de 11 meses que viajava com a mãe. No avião também estavam outras quatro crianças, de até 12 anos, dois cientistas da Fundação Oswaldo Cruz, médicos, funcionários do Inmetro e moradores de Manaus.
Noticiada por sites, jornais e TVs de todo o mundo, a tragédia ficou quase cinco anos sem qualquer punição. Somente em maio de 2011, os pilotos americanos foram condenados, pela Justiça de 1ª instância, a quatro anos e quatro meses de detenção, por crime culposo (sem a intenção de matar) contra a segurança do transporte aéreo.

O juiz federal Murilo Mendes, de Mato grosso, decidiu que a pena deveria ser substituída por prestação de serviços comunitários em órgãos brasileiros nos Estados Unidos. O Ministério Público Federal e a Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Voo 1907 da Gol entraram com recurso contra a decisão.

Segundo o magistrado, os pilotos foram negligentes ao não observarem o funcionamento do transponder (equipamento que transmite dados como velocidade, direção e altitude do avião, alertando sobre possível choque com objetos, e altera automaticamente a rota da aeronave) e do Tcas (dá informações ao piloto sobre outros aviões nas proximidades). 

Relatório da Aeronáutica concluiu que a hipótese mais provável foi o desligamento do transponder pelos pilotos, de forma não intencional. O relatório também constatou várias falhas dos controladores de voo na tragédia.

 No dia 7 de agosto de 2014, o Superior Tribunal de Justiça (STF) negou pedido de prisão dos dois pilotos dos EUA. Os ministros também rejeitaram pedido de aumento da pena, que já havia sido reduzida, no ano passado, para três anos, um mês e dez dias, em regime aberto, por decisão do Tribunal Regional Federal.

Outra tragédia
Menos de um ano depois do acidente com o avião da Gol, uma nova tragédia abalou o Brasil. No dia 17 de julho de 2007, em meio a críticas ao sistema de segurança aérea no País, um Airbus A-320 da TAM tentou pousar sem sucesso na pista do Aeroporto de Congonhas (SP), debaixo de chuva. 
A aeronave arremeteu e espatifou-se, do outro lado da Avenida Washington Luís, no prédio da TAM Express, que fica em frente ao terminal principal do aeroporto, batendo também num posto de combustíveis. Houve uma grande explosão, seguida de incêndio. No total, 199 pessoas morreram, na maior tragédia da aviação no Brasil.

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