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Amazônia / Meio Ambiente

Praia Dourada aposta na produção sustentável de pranchas de Stand Up Paddle

A iniciativa é do engenheiro agrônomo Nelson Marinho, mestre em Gestão de Resíduos e Efluentes e um dos proprietários do balneário

quarta-feira 15 de fevereiro de 2017 - 5:07 PM

Com informações de assessoria / portal@d24am.com

Para a fabricação, são necessárias 25 garrafas, exclusivamente as consumidas no balneário. Foto: Divulgação

Manaus - A prática de Stand Up Paddle (SUP) no rio Negro está ainda mais ecológica. Isso porque a prancha industrializada está dando lugar para a produzida com garrafas PET. Além dos benefícios ao meio ambiente, com a reutilização de resíduos sólidos, a prancha ecológica custa 40% mais em conta do que a industrializada. A ideia inovadora está sendo desenvolvida na Praia Dourada, no Tarumã, pelo engenheiro agrônomo Nelson Marinho, que é mestre em Gestão de Resíduos e Efluentes e também um dos proprietários do balneário. 

“Sou especialista também na destinação final de resíduos domésticos e busco alternativas inteligentes para gerar economias sistemáticas em negócios diversos”, disse ele.

Marinho explicou que a prática sustentável iniciou há um ano, no ambiente da praia, ao decidir reutilizar as garrafas de refrigerantes descartadas pelos frequentadores.

“Para a fabricação, são necessárias 25 garrafas, exclusivamente as consumidas no balneário. Na praia, já estão disponíveis cinco pranchas para aluguel”, disse.

O aspecto econômico é considerado como a principal vantagem econômica. “Utiliza-se menos PU (Poliuretano) no enchimento do molde. E em segundo lugar, o apelo ecológico com a destinação definitiva de PET que iria, possivelmente, poluir o meio ambiente”, informou o engenheiro.

O tamanho da prancha ecológica é padrão, pesando em torno de 10 kg
Foto: Divulgação

A prancha é montada em um molde específico onde se faz a fixação de cada PET, com tiras de fibra na parte inferior da prancha. 

“Trabalham atualmente apenas duas pessoas na montagem das pranchas devido à baixa produção. Temos um potencial de produzir uma prancha a cada dois dias com apenas um molde”, detalhou o empresário. 

Marinho destacou que há capacidade para comercializar as pranchas em larga escala, desde que haja demanda, mas atualmente são produzidas para atender aos alugueis para prática do SUP na Praia Dourada.

O tamanho da prancha ecológica é padrão médio, pesando em torno de 10 kg. “Construímos também os remos sob medida e as pessoas que comprarem conosco, oferecemos o serviço de guarda da prancha a um preço mensal quase ‘simbólico’, além de ter a possibilidade de personalizar a sua prancha de SUP”, pontuou.

Uma prancha utilizando as garrafas de PET está à venda no valor de R$ 2,5 mil, que pode ser paga no cartão. “Uma prancha industrializada pode iniciar custando em torno de R$ 3,5 mil até R$15 mil, dependendo do material a ser utilizado”, enfatizou.

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