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Amazônia / Povos

Alunos estudam elaboração de catálogo com plantas medicinais usadas por índios Kambebas

O estudo pretende identificar e documentar o uso de métodos e técnicas de cultivo de plantas medicinais

sexta-feira 14 de abril de 2017 - 3:25 PM

Com informações de assessoria / portal@d24am.com

A pesquisa mostrará que as comunidades ribeirinhas, inclusive a comunidade indígena dos Kambebas, fazem uso de muitas espécies sem dados químicos e farmacológicos registrados. Foto: Divulgação

Manaus – A partir do projeto ‘Plantas medicinais de uso popular tradicional na Amazônia: identificação, extração, plantio e processamento básico na comunidade Três Unidos, APA Rio Negro’, alunos da Escola Estadual Samsung do Amazonas estudam a elaboração de um catálogo com as plantas medicinais usadas pelos comunitários e pelos índios Kambebas. 

O projeto de pesquisa é realizado sob a coordenação do professor José Maria Gomes da Silva, no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE), que recebe fomento do Governo do Estado via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do edital da chamada pública Nº 001/2016 - PCE/FAS. 

Segundo José Maria, o estudo pretende identificar e documentar o uso de métodos e técnicas de cultivo de plantas medicinais. A pesquisa mostrará que as comunidades ribeirinhas, inclusive a comunidade indígena dos Kambebas, fazem uso de muitas espécies sem dados químicos e farmacológicos registrados. 

A interação entre os jovens pesquisadores e os índios Kambebas contribui com o andamento do estudo. “Tem sido bastante satisfatória a interação de valores de conhecimentos sobre algumas plantas, pois, mesmo que existam algumas plantas na aldeia, os índios não sabiam exatamente suas propriedades e quais seus benefícios, como por exemplo, o Pinhão-Branco que em tem vários benefícios entre eles, antidiabética e anti-inflamatória, mas também é muito tóxica. O embrião da semente pode levar à cegueira, devido ao estado de alucinações que produz”, explicou o professor. 

O coordenador ressaltou que os resultados já alcançados refletem diretamente no bem-estar da população da região. “Toda pesquisa científica deixa um legado bastante significativo. Esse campo de plantas medicinais ainda é pouco explorado”, disse o educador. 

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