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Amazônia / Povos

Indígenas fecham avenida do Nova Cidade com protesto por moradia

Os manifestantes fecharam a Avenida Curaçao por cerca de três horas

domingo 19 de fevereiro de 2017 - 3:17 PM

Álisson Castro / portal@d24am.com

A manifestação iniciou por volta de 8h e a Avenida Curação foi liberada às 11h, após entendimento dos indígenas com policiais militares que acompanhavam o ato. Foto: Álisson Castro

Manaus – Indígenas que moram no assentamento Buriti Verde, no Bairro Nova Cidade, zona norte, fizeram uma manifestação, na manhã deste domingo (19), contra ameaça de retirada do local. Os manifestantes fecharam a Avenida Curaçao por cerca de três horas.

De acordo com o pastor Joel Machado de Assunção, moradores próximos ao local acusam os indígenas de matar animais silvestres e desmatar o terreno, fatos negados pelos moradores.

“Antes, aqui, era uma invasão que os antigos invasores desmataram. Hoje, os indígenas estão plantando árvores, cuidando muito bem do local. Queremos que este assentamento vigore e que as pessoas tenham direito a moradia. Quem está a frente são os indígenas e nós estamos aqui dando apoio”, disse.

Ainda de acordo com o pastor, as 240 famílias que vivem assentamento são mal vistas pelos vizinhos. “Aqui, nós não somos marginais, este povo é muito carente e tem muitas necessidade”, frisou. 

Segundo a dona de casa Sara Oliveira de Silva, 36, quem ocupa a área não pode sair porque não tem para onde ir. “Se quiserem tirar a gente, que nos deem um respaldo, como uma casa. Nós não queremos o que é dos outros, não. Infelizmente, quem não tem casa tem que vir morar nestes locais e são vistos como marginais, algo que não somos, de forma alguma”, disse.

No assentamento, as casas são de madeira e o local foi tomado pelos atuais moradores há cerca de oito meses. Com a presença de comércios e uma igreja, o assentamento conta ainda com uma maloca, ponto central onde os moradores se reúnem.

A manifestação iniciou por volta de 8h e a Avenida Curação foi liberada às 11h, após entendimento dos indígenas com policiais militares que acompanhavam o ato. Durante a interdição, os motoristas que trafegavam na avenida foram orientados a procurar caminhos alternativos. 

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