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Amazônia / Povos

Em Manaus, indígenas reivindicam manutenção de demarcações de terras

Manifestações aconteceram também em outras capitais federais.

quarta-feira 13 de julho de 2016 - 11:36 AM

Girlene Medeiros - DEZ Minutos /

A manifestação incluiu caminhada na zona centro-sul de Manaus. Foto: Girlene Medeiros

Manaus - Indígenas de diferentes etnias fizeram uma manifestação, na manhã desta quarta-feira (13), reivindicando a manutenção das demarcações de terras indígenas feitas antes do afastamento da presidente Dilma Rousseff da presidência da República. O ato também anuncia a rejeição dos indígenas por nomeação militares na presidência da Fundação Nacional do Índio (Funai), conforme foi cogitado pelo pelo presidente da República, em exercício, Michel Temer.

A manifestação incluiu caminhada do Reservatório do Mocó, no bairro Nossa Senhora das Graças, zona centro-sul, passando por diferentes ruas de Manaus e chegando à sede da Funai, na Rua Maceió, no mesmo bairro. O ato ocorreu também em outras capitais federais.

Um dos articuladores do ato, em Manaus, Gersem Baniwa, 52, coordenador do Fórum de Educação Escolar Indígena do Amazonas (Foreeia), disse que a mobilização contou com representantes de, pelo menos, 30 etnias indígenas de vários municípios amazonenses. Segundo ele, os índios querem chamar a atenção da sociedade pelo que consideram um retrocesso à causa indígena.

“Estão querendo dificultar as demarcações de terras e colocar, na direção da Funai, pessoas que não estão ligadas à questão indígena. Não aceitamos revogação dos decretos das demarcações e só exigimos o que é nosso de direito”, disse o coordenador do Foreeia.

Segundo Délio Alves, 29, da etnia Dessana, do Instituto de Articulação de Juventude da Amazônia (IAJA), a mobilização indígena também cobra, por parte de políticos do Amazonas de influência federal, ações que defendam as terras demarcadas no Estado. “Repudiamos pedidos de anulação ou revisão de terras indígenas. Há algumas que foram demarcadas, no Amazonas, em maio, no governo Dilma e agora querem fazer esse retrocesso”, afirmou o indígena.

Ainda de acordo com Délio, pelo menos, 16 capitais federais realizaram, hoje, a mobilização concomitantemente. O ato contou, também, com a participação de representantes de outras organizações indígenas, como a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), União das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (Umiab) e Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (Copime).

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