comments powered by Disqus
Esportes / Fitness

Aplicativo recompensa com dinheiro quem pratica exercícios físicos

Mais de um milhão de usuários em mais de 70 países já fazem parte desta comunidade e juntos já realizaram mais de 10 milhões de exercícios 

quinta-feira 13 de outubro de 2016 - 10:33 AM

Estadão Conteúdo / portal@d24am.com

A Pact informou que alguns bancos e seguradoras se interessaram pela lógica do aplicativo e estão avaliando como incorporar seus resultados em produtos. Foto: Divulgação

São Paulo - Para quem não gosta de fazer exercícios físicos, seguir uma rotina de malhação pode ser um sacrifício. E aí todo e qualquer incentivo é bem vindo. Ainda mais se for monetário. Imagine chegar ao final de uma semana em que cumpriu suas metas e ainda ganhar um dinheiro por isso. Pois é assim que funciona o aplicativo Pact. Aqueles que não conseguem bater suas metas pagam um determinado valor e o dinheiro é rateado pelos que atingiram seus objetivos.

Mais de um milhão de usuários em mais de 70 países já fazem parte desta comunidade e juntos já realizaram mais de 10 milhões de exercícios físicos, contribuindo para o objetivo do aplicativo de tornar o mundo mais saudável.

A brincadeira funciona da seguinte forma: o usuário estabelece o seu objetivo da semana e diz quanto vai pagar caso não atinja a sua meta. Cada vez que iniciar seus exercícios, ele deve acionar o aplicativo, que vai usar os recursos do smartphone, incluindo a conexão com outros aplicativos, para mensurar a atividade que está sendo executada. Se for uma corrida na rua, por exemplo, ele usará a geo-localização (GPS) para identificar a distância e a velocidade da atividade. Ao final da semana, o aplicativo vai comparar a meta do usuário e os resultados atingidos e, caso ele tenha cumprido sua meta, receberá em dinheiro o rateio daqueles que pagaram por não terem alcançado seus objetivos.

Segundo a autora do livro On Top of Your Game, Carrie Cheadle, uma especialista em psicologia do esporte, o simples conhecimento dos riscos de saúde, em geral, não é suficiente para fazer uma pessoa criar novos hábitos saudáveis. Assim, o incentivo monetário desempenha um papel fundamental.

A Pact não dá detalhes, mas já informou que alguns bancos e seguradoras se interessaram pela lógica do aplicativo e estão avaliando como incorporar seus resultados em produtos como, por exemplo, seguro de vida. Nada mais justo do que mudanças de hábito que levem a uma vida mais saudável representarem redução no preço que o usuário paga pelo seu seguro de vida.

Há dois aspectos interessantes aqui, ambos característicos do mundo digital: preços dinâmicos e ausência de fronteiras entre segmentos. Os preços dinâmicos tendem a ser mais justos para o usuário e o fornecedor do produto ou serviço. Um exemplo é o Uber, que aumenta a tarifa quando há poucos carros disponíveis, refletindo a velha e boa lei da demanda e da oferta. Com o preço variável, demanda e oferta tendem a entrar em equilíbrio, uma vez que quem não está disposto a pagar mais sai do aplicativo e aqueles que estão dispostos a pagar mais pelo serviço continuam tendo a opção de utilizá-lo, mesmo com a oferta reduzida.

E a segunda característica, a ausência de fronteiras entre segmentos é clara neste exemplo: uma startup sobre saúde pode acabar virando um grande instrumento para bancos e seguradoras e pode lançar produtos atrelados a sua oferta inicial, como um score de saúde, por exemplo, que pode ser parte de um credit score, tornando esta startup um player importante no mundo de fintech.

VEJA TAMBÉM NO D24am