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Esportes / Futebol

Irregularidade deixa Fast e Princesa sob desconfiança

Campanhas ruins em torneios nacionais disputados neste ano, aliada à inconstância no Amazonense e à falta de perspectiva de reforços deixa torcedores ‘em alerta’ a uma semana da estreia

domingo 14 de maio de 2017 - 11:00 AM

Da Redação / portal@d24am.com

No Estadual, classificações para as semifinais vieram com inconstância e futebol nada convincente. Foto: Noemya da Matta/Divulgação Princesa

Por Thiago Fernando

Manaus - A uma semana do inicio da Série D do Campeonato Brasileiro, os representantes do Amazonas seguem buscando encontrar o caminho para o bom futebol. Mesmo classificado para as semifinais do Estadual, o Princesa do Solimões continua cambaleando. Enquanto isso, o Fast, atual campeão amazonense, sequer tem treinador profissional definido para a competição nacional. A situação deixa os torcedores receosos e temerosos em continuar amargando o ‘limbo’ do futebol brasileiro.

Por terminar o último Estadual em segundo lugar, o Princesa do Solimões garantiu vaga para a Copa do Brasil e Série D do Campeonato Brasileiro deste ano. O treinador escolhido pelo novo presidente do clube, Modesto Alexandre, foi o ex-jogador Alberone, que iniciou sua carreira de técnico em 2015, dirigindo o Nacional Borbense.

Logo de cara, o primeiro desafio foi encarar o Internacional na primeira fase da Copa do Brasil. Apesar de mandante do confronto, o Princesa disputou a partida no Estádio Olímpico Regional Arnaldo Busatto, em Cascavel (PR), porque aceitou vender o mando do duelo por R$220 mil para a empresa do ex-jogador Roni, especializada em realização de eventos esportivos.  O duelo aconteceu no dia 15 de fevereiro e terminou 2 a 0 para a equipe gaúcha.

No Amazonense, o time se manteve entre os quatro primeiros em toda fase de classificação. Porém, os resultados deixaram dúvidas sobre o trabalho realizado pelo treinador, que chegou a ser questionado pela torcida devido o baixo nível técnico apresentado por sua equipe. Apesar disso, Modesto Alexandre afirma que o time superou todas as expectativas e ataca a Federação Amazonense de Futebol (FAF) por ‘atrapalhar’ a montagem do elenco para a Série D.

“Acho que o time superou as dificuldades. Daqui para frente, é lucro. Fomos prejudicados, junto com o Fast. Como vamos fazer para jogar as duas competições? A FAF adiou partidas. Não tenho esperança de contratar jogadores, porque o campeonato ainda não acabou. Hoje, não posso contratar”, disse o presidente, que ainda questionou o adiamento do clássico entre Nacional e Fast, realizado no último dia 29, marcado pelo acidente com o atacante Charles, que sofreu uma parada cardíaca em campo.

“O que tem haver um atleta sofrer um acidente e transferirem a partida? O atleta é atendido em campo. Tem médicos, ambulância, vai para o hospital e pronto. Mas não, eles cancelaram a partida. Isso é falta de respeito com o torcedor e com a gente. Tu já pensaste se todas as lesões parassem jogos? Hoje, tenho o Pastor (zagueiro) encostado por lesão e não adiaram a minha partida. Essas coisas nos deixam triste. Lamento o acidente, mas o jogador será atendido”, concluiu.

O Princesa estreia contra o Real Desportivo-DO, no próximo domingo (21), no Estádio Gilberto Mestrinho, o Gilbertão, em Manacapuru (a 68 quilômetros a oeste de Manaus), às 16h.

 

No Fast, dirigente ‘parceiro’ dos jogadores vira treinador

Com vagas garantidas na Copa Verde, Copa do Brasil e na Série D, a diretoria fastiana correu para montar um elenco forte. Mantendo o treinador campeão, João Carlos Cavalo, o Fast anunciou, no final de janeiro, a chegada de oito jogadores.  A estreia na temporada foi no dia 16 de fevereiro contra o Vila Nova-GO, na Arena da Amazônia, pela Copa do Brasil. Graças ao novo regulamento da competição, o empate por 1 a 1 eliminou o time amazonense.

Nas duas partidas seguintes,  o time saiu de campo vitorioso. Porém, tudo começou a desandar na goleada  contra o Santos, na partida de volta da Copa Verde. O 4 a 1 no Estádio Zerão foi mal digerido pelos dirigentes. A partir daí, o Tricolor foi ladeira a baixo.

Nos 10 jogos seguintes, Cavalo seguiu pressionado. Apesar de vencer quatro jogos, empatar outros quatro e perder apenas dois, o treinador foi demitido no último dia 3.

Pegando todos de surpresa, ao invés de anunciar a chegada de um treinador profissional, a diretoria informou que o vice-presidente do clube, Donmarques Mendonça ficaria à frente do time. Vale lembrar que o dirigente, que já foi prefeito de Itacoatiara, chegou a ser inscrito e foi relacionado para a disputa da Copa Verde do ano passado, quando o Tricolor acabou eliminado pelo Paysandu, no Mangueirão (PA).

Questionado sobre a escolha , o diretor de futebol Rodrigo Novaes afirmou que Donmarques é  ‘parceiro’ dos jogadores e ‘sempre ajuda o clube’. “Ele é um cara que já apagou alguns incêndios do Fast. Ele sempre esteve aqui. Ele gosta do Fast e sempre ajudou.  O time jogou bem contra o Nacional. É um cara do bem, amigo, agregador, parceiro dos jogadores. Acho que tem tudo para dar certo e conquistar o bicampeonato estadual”, disse Novaes, que ainda avaliou ‘abaixo do esperado’, os primeiros meses de trabalho do Tricolor.

“Avalio de uma forma abaixo do esperado. Tínhamos outras expectativas, mas  não conseguimos alcançar. Erramos em algumas contratações, planejamento de elenco no início da temporada. Vemos esse tipo de erro como um dos motivos que não ajudou a ter êxito no início da temporada. Não sou de fugir do barco. Mesmo não querendo alguns jogadores, sou culpado também”, concluiu o cartola.

A primeira partida do Fast pela Série D será fora de casa, contra o Genus-RR, no próximo domingo (21), no Estádio Roberto Marinho, às 17h30 (de Manaus).

 

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