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Esportes / Lutas

Lutadores Amazonenses exaltam a ‘vida fora do UFC’

Atletas do MMA trilham carreira sólida longe da principal organização de lutas

domingo 19 de fevereiro de 2017 - 12:00 PM

Thiago Fernando / portal@d24am.com

Ronys Torres cansou de esperar pelo UFC e assinou com o Road FC. Foto: Divulgação

Manaus - Se perguntar para qualquer lutador de MMA em qual organização gostaria de atuar, todos vão responder que sonham fechar contrato com o Ultimate Fighting Championship (UFC). A franquia americana surgiu, em 1993, e, desde então, apenas cresceu e chegou ao posto de maior evento de MMA do mundo. No entanto, lutadores amazonenses, como Bibiano Fernandes e Ronys Torres, conseguiram fazer carreira fora da organização chefiada por Dana White e comprovaram que existe vida fora do UFC.

Sem saber o que é perder desde 2010, Bibiano Fernandes é um dos melhores peso-galo (até 61 kg) do mundo. Com 20 vitórias no cartel e apenas três derrotas em 14 anos no MMA, o amazonense, oriundo do jiu-jítsu, é o campeão no ONE FC. Na última sexta-feira (17), Bibiano fechou um novo contrato com a organização asiática. Nos próximos três anos, ele fará três lutas por ano. Caso queira se aposentar, após o período, ele será, automaticamente, contratado como embaixador do One FC e terá a missão de descobrir novos lutadores.

“Já lutei de graça, lutei pela fama, mas, hoje luto pela minha família. Daqui a pouco, vou parar de lutar e tenho que deixar minha família segura. Graças a Deus, consegui chegar onde queria e muito mais. O meu sonho era ser campeão amazonense de jiu-jítsu. Era ganhar uma medalha. Fui campeão de tudo. Tudo começou com um sonho. Hoje, olho para trás e agradeço. Quando fizeram a proposta, comemorei. Tenho que pensar no meu futuro. Parando, vou ajudar novos lutadores”, disse o atleta.

Ronys Torres na Ásia

Outro amazonense que fez a escolha por um evento asiático foi Ronys Torres. Após se irritar com o não cumprimento de uma promessa feita por Dana White, o amazonense passou a lutar em várias organizações pelo mundo.

“Quando saí do UFC, nos primeiros anos, fiz de tudo para voltar para lá. Tentando cumprir o pedido deles, de que se eu vencesse quatro lutas voltaria. Fiz quase quatro vezes mais que isso. Continuei lutando, continuei vivendo em vários eventos. Lutei até em Barcelona (ESP). Assinei com o Road FC. Estou muito feliz e fui bem recebido. É um evento grande, que paga muito bem. Hoje, nem penso em voltar para o UFC”, disse o atleta, ao citar que outros atletas estão tentando rescindir contrato com a organização americana por lutarem poucas vezes, após a troca de gestão.

“Sem dúvida nenhuma, dá para viver fora do UFC. Acho que conseguimos viver até melhor fora do que dentro. Tenho dois exemplos de amigos da academia que estão há dois anos sem lutar no UFC, mas têm contratos. Eles perderam todos os patrocínios, depois da entrada da (fornecedora) Reebok e não podem lutar em outros eventos. Eles estão fazendo de tudo para se sustentar. Um deles, já pediu para que o Dedé (Pederneiras) entrasse em contato com o UFC para que eles o demitisse”, citou Ronys, que tem luta marcada para o dia 17 de junho.

Reencontrar a vitória

Após entrar no UFC, através do reality show The Ultimate Fighter (TUF), Dileno Lopes não conseguiu se manter na franquia e foi desligado da organização. No início da última semana, ele anunciou que voltará ao octógono no dia 26 de março, pelo Shooto Brasil 70.

Questionado sobre o desejo de voltar ao UFC, Dileno não escondeu que ainda pensa na possibilidade, mas lembra que existem outras possibilidades. “Os outros eventos não dão a mesma visibilidade que o UFC, mas hoje em dia, eles estão aparecendo em canais fechados. São eventos grandes. Estão surgindo outras soluções para os atletas não ficarem dependendo apenas de uma organização para fazer à carreira”, afirmou.

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