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Amazonenses dominam as seleções máster de basquete

Com seis convocados para a categoria 35+ e um para a 40+, jogadores do Amazonas se preparam para defender o Brasil no Campeonato Mundial, entre 30 de junho e 9 de julho, na Itália

domingo 14 de maio de 2017 - 10:30 AM

Da Redação / portal@d24am.com

Sem patrocínios, jogadores arcam com os próprios custos para disputarem as competições. Foto: Eraldo Lopes

Por Thiago Fernando

Manaus - Sete atletas que representam o Amazonas estão se preparando para um grande desafio. No período de 30 de junho a 9 de julho, eles irão defender as cores do Brasil no Campeonato Mundial de Basquete Máster, que acontece na região da Toscana (ITA). A competição é organizada pela Federação Internacional de Basketball Máster (Fimba), e tem o Brasil como segundo lugar no ranking geral de medalhas com 70 no total (24 de ouro, 26 de prata e 20 de bronze).

O empresário Jeremias Viga, 35, o professor universitário George Froes, 36, o empreendedor Carlos Augusto Peres, 38, o economista Paulo Escocio, 35, o professor Bruno Parente, 37, e o funcionário público Roberto Folhadela, 39, vão fazer parte da Seleção Brasileira 35+. Enquanto o advogado Illy Souza, 41, vai atuar na equipe 40+. 

Eles fazem a preparação na quadra do Clube da Caixa, localizada na Avenida Ephigênio Salles, zona centro-sul de Manaus. George Froes, que também é presidente da associação esportiva Novo Basquete Manaus (NBM), explica que a convocação para a Seleção é fruto da boa campanha da Seleção Amazonense nas competições nacionais, como o Campeonato Brasileiro Máster e o Norte-Nordeste Máster.

 

Preparação é feita na quadra do Clube da Caixa, na zona Centro-Sul de Manaus. Foto: Eraldo Lopes

 

“A Seleção é formada com atletas de vários Estados. O critério é técnico. O coordenador da categoria (Federação Brasileira de Basketball Master) avalia os jogadores. Participamos do NBM, onde desenvolvemos a modalidade no Amazonas e ainda treinamos. Nos preparamos tecnicamente e fisicamente para os campeonatos. Os atletas dos outros Estados ficam surpresos quando veem que atletas do Amazonas estão representando o Brasil, mas quando começamos a jogar, eles passam a respeitar e acolher”, disse o atleta.

Por ser uma competição amadora, os atletas custeiam todas as despesas. Os jogadores calculam que cada um irá gastar cerca de R$8 mil. Por isso, eles buscam patrocínios.

“Não conseguimos nenhuma empresa que queira juntar sua marca a atletas que vão representar o Brasil no Mundial. Nenhum atleta é profissional, então, acima de tudo, isso é amor ao basquete”, citou George. 

 

Sonho de criança

Jogando basquete desde os nove anos, o empreendedor Carlos Augusto Peres, 38, explica ser única a oportunidade de defender o Brasil em competições internacionais. Ele afirmar ser uma realização jogar e conhecer ídolos nos campeonatos.

“É um sonho de criança vestir a camisa da Seleção Brasileira, e tive essa oportunidade há dois anos, quando joguei o Pan-Americano na Costa Rica. Foi muito bom. Ficamos em sexto. Foi uma experiência única como atleta e pessoa. É muito bom ter contato com atletas que foram nossos ídolos e estão jogando em categorias acima, como 50+”, disse o ala, que acredita em uma boa campanha no Mundial. “O campeonato vai ser muito disputado. Na nossa chave, teremos mais de 30 equipes. A competição está muito aberta. Todos são favoritos”, concluiu.

Ex-profissional, o advogado Illy Souza, 41, encontrou na categoria máster uma oportunidade para fazer o que mais gosta. Além disso, ele pode reencontrar velhos companheiros da modalidade. “Quando parei de jogar, vim para Manaus. Não sabia que existia máster. Quando conheci, comecei a jogar o torneio local. Isso é legal, porque fazemos o que gostamos. Pela experiência que tivemos no último Mundial, sabemos que as seleções do leste europeu são fortes. A maioria dos jogadores atuaram na Euroliga. No Brasil, também temos ex-atletas como Israel e Rogério. Infelizmente, vivemos em um País que não tem uma política publica decente. Não temos ajuda nenhuma. Vamos na raça”, finalizou.

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