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Esportes / Rio 2016

Amazonense é só confiança às vésperas da Paralimpíada

Laiana Batista, do vôlei sentado, destaca preparação da equipe para os Jogos Paralímpicos Rio 2016 e superação para chegar à Seleção Brasileira.

domingo 4 de setembro de 2016 - 11:30 AM

Thiago Fernando / portal@d24am.com

Integrante da Seleção Brasileira desde 2015, Laiana acredita que equipe do Brasil entra como azarão nos Jogos Paralímpicos Rio 2016 de foto. Crédito: Divulgação

Manaus - Se nos Jogos Olímpicos o Amazonas não teve representantes no vôlei, a realidade na Paralimpíada é diferente. Na competição que começa no próximo dia 7, no Rio de Janeiro (RJ), a Seleção Brasileira de vôlei sentado contará com a manauara Laiana Batista, 34.

Desde 2015, Laiana faz parte da equipe brasileira na modalidade que conquistou, em março deste ano, o inédito terceiro lugar no Mundial da categoria, disputado na China. Apesar do resultado histórico, a oposta prefere manter a cautela por saber da força das adversárias, principalmente, a China e os Estados Unidos.

“A expectativa é bem positiva, mas é melhor sempre aguardar cada jogo. No momento, não somos favoritas. As grandes favoritas são os Estados Unidos e a China, mas estamos treinando muito para conseguir subir ao pódio. Sabemos que será muito difícil”, disse. “Somos ‘crianças’. Temos apenas 12 anos de bagagem e essa é a segunda participação (em Paralimpíadas). Estamos longe das potências, mas já estivemos bem pior. Estamos derramando muito suor. Nossa equipe está conseguindo bons resultados. Temos tudo para dar certo e todo apoio que precisamos. Acredito muito na nossa equipe”, completou Laiana, que fez em Volta Redonda (RJ) os últimos treinos antes da estreia nos Jogos Paralímpicos.

Apesar de estarem na reta final de preparação, as meninas que representarão o País não deixaram de acompanhar a primeira Olimpíada em solo brasileiro. Para Laiana, a eliminação precoce da Seleção feminina de vôlei serve como alerta para que elas entrem em quadra com a atenção redobrada.

“Acompanhei muito a Olimpíada, principalmente, o vôlei. Entramos no clima para saber o que vamos encontrar. Podemos sim utilizar o que aconteceu com o feminino. Por isso, estamos trabalhando muito, para que quando entrarmos na quadra possamos combater o bom combate”, afirmou, ao exaltar a superação da equipe. “Não tem nada melhor que vestir essa camisa do Brasil com as novas amigas da Seleção. Já superamos muitas coisas. Cada uma aqui tem uma história linda de vida como eu. Isso é extraordinário. Um crescimento profissional e pessoal”, explicou a atleta, que também trabalha como professora de educação física em Manaus.

Essa realidade, porém, irá mudar ano que vem, quando ela passará a jogar no Suzano, clube que fica em São Paulo.

“Ano passado, recebi um convite da equipe de São Paulo. Fechamos um contrato de ciclo olímpico, quatro anos, e ano que vem vou me mudar pra São Paulo para atuar pelo Suzano. Isso pensando nas Paralimpíadas de 2020, em Tóquio”, revelou.

Da doença ao sonho de jogar pela Seleção Brasileira

Participar da Paralimpíada é especial para Laiana. A atleta começou a praticar vôlei com 13 anos. Porém, foi obrigada a parar aos 18, quando foi diagnosticada com a síndrome de Guillain-Barré (doença neurológica grave caracterizada pela inflamação dos nervos e fraqueza muscular). A volta às quadras aconteceu em 2014, quando recebeu o convite para realizar testes na Seleção Brasileira de vôlei sentado.

“Tinha muita vontade e sonho de um dia chegar em uma equipe de alto rendimento. A Seleção Brasileira seria a consequência. A minha expectativa é de realização de um sonho, até porque não consegui realizar no vôlei convencional. Então, realmente digo que me sinto privilegiada de estar aqui e representar o nosso Estado e nossa gente na Seleção”, finalizou.

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