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Esportes / Rio 2016

Comitê Rio-2016 nega envolvimento em suposta compra de votos para ter Olimpíada

Jornal francês denunciou possível compra de votos na eleição para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Rio venceu, em 2009, por uma diferença muito grande de votos, 66 a 32

sábado 4 de março de 2017 - 11:30 AM

Estadão Conteúdo / portal@d24am.com

Delegação brasileira com 465 atletas, entrou animada, ao som de Aquarela do Brasil, na abertura da Olimpíada, em 2016. Foto: Satiro/Sodré/ABr

Rio de Janeiro - O Comitê Organizador da Olimpíada do Rio nega envolvimento com a suposta tentativa de compra de votos na eleição para sediar os Jogos de 2016. Segundo reportagem publicada pelo jornal francês Le Monde, um empresário brasileiro pagou US$ 2 milhões (R$ 6,5 milhões) ao filho de um integrante do Comitê Olímpico Internacional (COI) três dias antes da votação, em outubro de 2009, que deu a vitória à capital carioca na disputa final para sediar o grande evento.

"O Rio ganhou porque tinha o melhor projeto e fez a melhor campanha", afirmou o diretor de Comunicação da entidade, Mario Andrada. "O Rio venceu por uma diferença muito grande de votos, 66 a 32. Não teria cabimento comprar um voto, isso não influenciaria o resultado final", disse Andrada.

"O Comitê não foi procurado pelos investigadores franceses nem pelo COI. O Rio-16, por sua vez e de acordo com Andrada, procurou o COI nesta quinta, depois de saber da denúncia. Se o Rio-2016 figurar nessa investigação será como vítima. Fizemos uma grande Olimpíada e agora está na moda jogar pedras, procurar defeitos, fazer denúncias", completou o dirigente.

Na época em que foi selecionado, o Rio ficou em segundo lugar no primeiro turno de votação, eliminando Chicago e Tóquio, mas ficando atrás de Madri. No segundo turno, o Rio venceu por 66 votos a favor, contra 32 da capital espanhola. E o fato de ter vencido essa disputa recebendo mais que o dobro de votos de sua adversária direta chamou atenção.

À época, o então governador de Tóquio, Shintaro Ishihara, protestou contra a escolha, levantando suspeitas de corrupção sobre o COI - que já havia sido centro de um escândalo internacional na escolha de Londres para os Jogos de 2012. "Eu ouvi dizer que o presidente (Lula, na época da vitória do Rio) veio fazer promessas ousadas aos representantes africanos", afirmou Ishihara.

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