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Notícias / Amazonas

Abrigos para esperar ônibus são raridades na Avenida do Turismo, em Manaus

Os usuários das três linhas que passam por ali precisam contar com a sorte já que maioria da vezes não há bancos e nem cobertura para se proteger do sol e da chuva.

domingo 15 de dezembro de 2013 - 3:59 PM

Paradas não têm sequer placa de sinalização. Foto: Nathalie Brasil

Manaus - Com mais de 15 quilômetros de extensão, a Avenida do Turismo, zona oeste de Manaus, não possui abrigos em pontos ônibus suficientes para atender moradores e trabalhadores da área. Os usuários das três linhas que passam por ali precisam contar com a sorte já que maioria da vezes não há bancos e nem cobertura para se proteger do sol e da chuva. 

A reportagem fez uma levantamento da quantidade de abrigos na avenida, que vai da Torquato Tapajós até a Coronel Teixeira, e constatou que em um total de 34 paradas de ônibus existentes nos dois sentidos da via apenas 10 possuem abrigos. 

Em junho deste ano, a Superintendência Municipal de Transporte Urbano (SMTU) destinou a quantia de R$ 5.320.372,00 à Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação (Seminfh) para a construção de 200 abrigos de ônibus de concreto pré-moldado em todas as áreas da cidade, segundo consta no o Diário Oficial do Município (DOM) do dia 7 do mesmo mês. 

Até hoje, apenas dois abrigos nos moldes atuais foram construídos na avenida. As placas de identificação também são raras. O pedreiro Fabrício Paulo da Silva, 27, conta como descobriu a localização das paradas. “Estou aqui há quase um mês e sempre me guio pelas pessoas. Onde tem gente parada em pé ou sentada na beira da calçada, é onde o ônibus para”, revelou.  

Não é sempre, mas algumas da vezes alguns usuários ainda podem contar com os quiosques de comidas e bebidas espalhados pela via. “O sol a gente ainda consegue suportar, mas quando começa a chuva é que o negócio fica complicado. A gente corre, mas não tem muitas opções a não ser esses quiosques”, disse o soldador Alex Mendonça Marinho, 25. 

É durante a tarde que a ausência dos abrigos é mais sentida. Às 17h, horário de saída dos trabalhadores, é comum ver calçadas lotadas e até gente sentada no meio fio. “Não tem como ficar em pé mais de uma hora esperando um ônibus”, relatou o pedreiro André Luiz da Silva, 34. 

Segundo os usuários nesses horários de pico, as linhas 126, 012 e 450  demoram até 1h30 para passar, o que faz com que os pontos e ônibus fiquem ainda mais lotados. “Sempre que passa um ônibus é uma festa porque vamos sair da chuva ou sair do chão”, disse Alex. 

A SMTU informou que os pontos de ônibus onde há abrigos existem porque a demanda é maior. Quanto aos 200 abrigos que devem ser instalados na cidade por meio da Seminfh com a verba liberada em junho, a superintendência deverá analisar a viabilidade de implantação das estruturas na via.

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