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Esportes / Rio 2016

Laiana Batista volta para Manaus com medalha de bronze conquistada na Rio 2016

Paratleta ganhou a medalha no Vôlei Sentado, pela Seleção Brasileira, no último domingo (18).

terça-feira 20 de setembro de 2016 - 6:18 PM

Diogo Rocha / portal@d24am.com

Alegre pelo reconhecimento do público, a jogadora posou para muitas selfies, no saguão do aeroporto, com as pessoas que a reconheciam e admiradores. Foto: Reinaldo Okita

Manaus - Após ganhar o bronze no vôlei sentado, pela Seleção Brasileira, na Paralimpíada do Rio de Janeiro, encerrada no último domingo (18), a amazonense Laiana Batista, 33, voltou para casa, nesta terça-feira (20) à tarde, mostrando no rosto o orgulho e a felicidade pela medalha inédita para o País. Na chegada ao saguão de desembarque do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, Laiana foi recepcionada com entusiasmo e carinho pela avó Raimunda Rodrigues, que ficou emocionada ao rever e abraçar a neta medalhista paralímpica.

Entre os beijos e abraços da mãe Lislei Nazaré Rodrigues, 45, do tio Carlison Rodrigues e do sobrinho, Luís Gutavo, 8, Laiana era aplaudida pelos passageiros e funcionários do aeroporto. Alegre pelo reconhecimento do público, a jogadora posou para muitas selfies, no saguão do aeroporto, com as pessoas que a reconheciam e admiradores.

Confira:

“Há bastante tempo, eu nem planejava estar num Parapan e Paralimpíada. Mas tudo aconteceu, conseguimos (na Seleção Brasileira) trazer as medalhas de prata em Toronto, no Canadá (2015), pelo Parapan, a de bronze na China, pelo (Campeonato) Intercontinental, e agora a de bronze na Paralimpíada, que era o nosso objetivo, fazer história”, disse a atleta.

Mas antes do clima festivo do reencontro familiar, a mãe de Laiana comentou para o Portal D24AM sobre a determinação da filha nos Jogos da Rio 2016. “Minha filha foi muito confiante (para a Paralimpíada). Ela foi para ganhar o ouro, mas não deu. O bronze veio e está de bom tamanho, sei que ela está muito feliz”, afirmou dona Lislei.

A experiência nos Jogos Paralímpicos deste ano, segundo a amazonense, causou boa impressão fora e dentro da quadra. “Foi magnífico, algo de primeiro mundo. Não parecia o Brasil, que já temos tantas reclamações, e era algo lindo de se ver”, exaltou Laiana, que também analisou o desempenho da Seleção Feminina.

 

Laiana foi recepcionada com entusiasmo e carinho pela avó Raimunda Rodrigues, que ficou emocionada ao rever e abraçar a neta medalhista paralímpica. Foto: Reinaldo Okita

 

“Nos preparamos muito, mas ninguém imaginava que teríamos uma fase classificatória tão boa. Só que quando nos encontramos com os Estados Unidos nas semifinais, já imaginávamos que poderíamos perder e foi o que aconteceu. E apesar de termos vencido, o jogo da disputa do bronze contra a Ucrânia foi difícil, por ser uma equipe muito alta e resistente. Para mim foi um grande aprendizado, agora tem (a Paralimpíada) Tóquio, em 2020, e queremos chegar firme e forte para trazer um ouro”, completou.

Com contrato assinado desde o início do ano com o Sesi de Suzano, na região metropolitana de São Paulo, Laiana Batista ainda espera que o vôlei sentado seja praticado no paradesporto do Amazonas. Ela também aguarda por mais apoio na carreira.

“É um contrato olímpico (com o Sesi de Suzano) e farei a ponte aérea (Manaus-São Paulo) da mesma forma que ocorreu nos últimos dois meses. Mas a esperança é a última que morre e gostaria que o Amazonas pudesse acordar para essa área paralímpica, de repente com essa conquista podemos ter mais visibilidade”, disse Laiana, que prometeu brigar pela titularidade na Seleção Brasileira durante o novo ciclo olímpico.

 

Durante sua chegada em Manaus, Laiana foi aplaudida pelos passageiros e funcionários do aeroporto, e também posou para selfies. Foto: Reinaldo Okita

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