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Notícias / Amazonas

Em Manaus, 31,1% das meninas do 9º ano já fizeram sexo

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), a capital do Amazonas é a segunda do Norte no ranking de garotas que iniciaram a vida sexual.

sábado 30 de novembro de 2013 - 7:00 AM

Das meninas que informaram já terem praticado sexo pelo menos uma vez em Manaus, 81,3% usaram preservativo, aponta IBGE Foto: Raimundo Valentim/ 31/07/09

ManausManaus é a segunda capital da Região Norte com o maior percentual de meninas no 9º ano do Ensino Fundamental que já mantiveram relação sexual alguma vez na vida, segundo a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2013, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), nesta sexta-feira (29). Conforme os dados, no ano passado, 31,1% das manauaras já haviam tido pelo menos uma experiência sexual, perdendo apenas para Boa Vista, em Roraima, com 33,3% de meninas nesta condição. 

Com 22,7% das meninas matriculadas no último ano do Ensino Fundamental, já tendo iniciado a vida sexual, Belém, no Pará, foi a que menos registrou ocorrências do tipo.

Em Manaus, dos meninos com o mesmo grau de escolaridade, 52,5% também já praticaram sexo, de acordo com a SIS, índice que mantém a capital do Amazonas como a segunda no ranking regional com mais adolescentes iniciando a vida sexual precocemente. No total, 41,3% dos estudantes que cursam esta série, em Manaus, já tiveram relações.

Das meninas que informaram já terem praticado sexo pelo menos uma vez em Manaus, 81,3% utilizaram preservativo, na última relação sexual, o maior percentual, no Norte. As estudantes do 9º ano de Belém, com 69,3%, foram as que menos se preveniram em 2012. Rio Branco, no Acre, é a segunda com mais uso de camisinha pelas meninas, 80,7%, seguido por Palmas, no Tocantins com 81,2%; Porto Velho, em Rondônia (77%), Macapá no Amapá (72,9%) e Boa Vista (71,4%).

Entre os manauaras do sexo masculino, o uso da camisinha estava presente, no ano passado, e era exercido por 80% dos matriculados no último ano do Ensino Fundamental. Em Manaus, 67,6% das meninas do 9º ano do Ensino Fundamental haviam sido orientadas na escola sobre como poderiam adquirir preservativos de forma gratuita e 89,7% já haviam recebido explicações sobre aids ou outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs).

Entre os meninos, 69,4% sabiam, através da escola, como adquirir camisinhas grátis e 91,4% já haviam sido orientados sobre a existência da aids e de outras doenças transmitidas durante o ato sexual.

Fazendo um comparativo entre o nível de conhecimento dos alunos quanto à obtenção de métodos preventivos e das doenças a serem evitadas, Manaus, com 68,4% de adolescentes de ambos os sexos sabendo onde conseguir preservativos e 90,5% tendo conhecimento da existência das DSTs, era a sexta e a terceira melhor colocada, respectivamente, entre as capitais do Norte do País. Belém foi a pior colocada nos dois aspectos com apenas 51,4% e 84,4% nos dois aspectos.

Mais de 215 mil jovens não estudavam nem trabalhavam

Em 2012, 215.873 jovens de 15 a 29 anos de idade (mais de um a cada cinco) não frequentavam escola e não trabalhavam no Amazonas. A proporção aumenta para a faixa de 18 a 24 anos, que chega perto de um a cada três que não estudavam nem trabalhavam. Os dados fazem parte da Síntese de Indicadores Sociais (SIS) 2013 do IBGE.

Entre os jovens de 15 a 29 anos que trabalhavam, no Amazonas, 86,2% recebiam de meio a dois salários mínimos por mês.

Em todo o Brasil, em 2012, 9,6 milhões de jovens de 15 a 29 anos de idade (um em cada cinco) não frequentavam escola e não trabalhavam na semana de referência, sendo a maioria do sexo feminino (70,3%).

Entre essas mulheres, 58,4% tinham pelo menos um filho, sendo esta proporção crescente com a idade: 30% entre aquelas com 15 a 17 anos de idade, 51,6% na faixa de 18 a 24 anos e 74,1% daquelas de 25 a 29 anos de idade.

No grupo de 15 a 17 anos, a proporção dos jovens que não estudavam nem trabalhavam foi de 9,4%. Essa incidência foi de 23,4% entre aqueles com 18 a 24 anos, e de 21,3% na faixa de 25 e 29 anos. Entre os que não trabalham nem estudam, 10,2% tinham de 15 a 17 anos, 54,6% tinham entre 18 e 24 anos e 35,2% de 25 a 29 anos.

Hoje, as mulheres chefiam 30,3% dos domicílios no AM

Segundo os indicadores sociais, deste ano, do IBGE, no Amazonas, dos 539 mil arranjos familiares de casais com filhos residentes em domicílios particulares, 30,3% tinham mulheres como pessoa de referência, contra 69,7% de homens. Do universo de domicílios chefiados por mulheres, 17,8% contavam com filhos menores de 16 anos, 7,2% com filhos maiores de 16 anos e 5,3% com filhos menores e maiores de 16 anos concomitantemente.

No Brasil, a proporção de mulheres como pessoa de referência dos arranjos familiares aumentou de 28%, em 2002, para 38%, em 2012. No caso dos núcleos formados por casais sem filhos, a proporção de mulheres passou de 6,1% para 18,9%, nos casais com filhos de 4,6% passou para 19,4%.

De cada 100 mulheres na posição de pessoas de referência ou de cônjuges, aproximadamente 52 declararam estar ocupadas, numa razão semelhante à das mulheres ocupadas de 16 anos ou mais (51,3%). Ou seja, a condição da mulher na família não altera o seu ingresso no mercado de trabalho.

Dados

1 Manaus só perde para Boa Vista em número de meninas do Ensino Fundamental que iniciaram a vida sexual. A capítal de Roraima tem 33,3% das garotas nesta condição, segundo o IBGE.

2 Com 22,7% das meninas matriculadas no último ano do Ensino Fundamental, já tendo iniciado a vida sexual, Belém, no Pará, foi a que menos registrou ocorrências do tipo. As estudantes do 9º ano de Belém, com 69,3%, foram as que menos se preveniram em 2012. Rio Branco, no Acre, é a segunda com mais uso de camisinha pelas meninas, com 80,7%.

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