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Notícias / Amazonas

Municípios em emergência por conta da cheia recebem 900 toneladas de ajuda humanitária

Cerca de 900 toneladas em produtos e alimentos começaram a ser transportadas, hoje, a 13 municípios atingidos pela cheia dos rios

sexta-feira 19 de maio de 2017 - 3:00 PM

Diogo Rocha / portal@d24am.com

Famílias afetadas receberão cestas básicas, kit's de higiene pessoal e de dormitório, dentre outros. Foto: Divulgação/Defesa Civil

Manaus - Com 23 municípios do Amazonas em Situação de Emergência devido a enchente e 46.070 famílias afetadas, 900 toneladas em produtos e alimentos começaram a ser transportadas, pela Defesa Civil do Amazonas, na manhã de hoje (19), para atender 13 municípios atingidos pela cheia dos rios. Uma força-tarefa, com o apoio de mais de 150 agentes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) e das Defesas Civis do Estado, Munícipio e Governo Federal, executará esta 2ª fase de atendimento humanitário.

Nesta nova ação de assistência, a Defesa Civil encaminhará os mantimentos até os municípios de Anamã, Coari e Caapianga, que pertencem à calha do Rio Solimões; Tapauá e Canutama, ambos no Rio Purus; Juruá e Carauari, que estão na calha do Juruá, e mais Benjamin Constant, Atalaia do Norte, Tabatinga, Tonantins, Santo Antônio do Iça e Amaturá, todos localizados no Alto Solimões. O atendimento não tem previsão para encerrar.

Nestes 13 municípios afetados pelas enchentes, os moradores receberão cestas básicas, kit's de higiene pessoal e de dormitório (lençóis, mosqueteiros e redes), água potável, colchões, medicamentos, fraldas e hipocloritos de sódio para purificação da água. Futuramente, a 3ª fase de atendimento humanitário, da Defesa Civil, ajudará os municípios de Anori, Iranduba e Manacapuru, que estão na calha do Rio Solimões, e Itacoatiara, na calha do Médio Amazonas.

Durante a coletiva na sede da Defesa Civil do Amazonas, no bairro Cachoeirinha, zona sul de Manaus, os militares do Corpo de Bombeiros começaram a abastecer o primeiro caminhão-baú com os produtos e alimentos. A ordem de distribuição dos mantimentos nos municípios não foi informada.

“A Defesa Civil monitora desde dezembro a situação das calhas dos rios, a primeira calha que trouxe problema de enchente foi a calha do Juruá e a segunda, a calha do Purus, que já estão em processo de vazante (dos rios). Agora nosso olhar é para as calhas do Alto e Baixo Solimões, onde estão no pico de enchente”, explicou o secretário-executivo da Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros do Amazonas, coronel Fernando Paiva Pires Júnior.

O secretário da Defesa Civil também informou a previsão para próximo atendimento. “Logo após esse mês (de maio), também nosso olhar é para a calha do Amazonas, que começará seu pico de enchente agora e vai até final de julho. Para este 2º atendimento, hoje temos 127 homens do Comando dos Bombeiros do Interior e mais 30 agentes da Defesa Civil do Amazonas e dos municípios”, disse o coronel Fernando Júnior.

Comandante do Comando de Bombeiros do Interior, o major Francisco Máximo, explicou que o órgão cuida do cadastro das famílias afetadas pelas enchentes e distribuição da ajuda humanitária. “Como se trata de um volume muito grande (de mantimentos, 900 toneladas) utilizaremos balsas para o transporte. Temos 127 homens diretamente atuando, mas as comunidades e Defesas Civis estão envolvidas nesta grande força-tarefa”, afirmou.

Na 1ª fase de atendimento humanitário, 500 toneladas foram transportadas para cinco municípios: Canutama, no Purus, e mais Guajará, Ipixuna, Eirunepé e Itamarati, que ficam na calha do Juruá. Recentemente, Tefé (a 523 quilômetros a oeste de Manaus) e São Paulo de Olivença (a 985 quilômetros a oeste da capital) foram incluídos na lista de municípios em situação de emergência.

Para o assessor da prefeitura de Anamã (a 165 quilômetros a oeste de Manaus), Marcos Oliveira, a ajuda da Defesa Civil será primordial. Um dos municípios mais atingidos pelas cheias dos rios, Anamã tem uma população de, aproximadamente, 12 mil pessoas e 80% das famílias foram afetadas pela enchente, conforme o assessor.

“Hoje o município de Anamã está, praticamente, todo embaixo d’água. A sede (da cidade) já está 100% (atingida pela enchente) e se não fosse o apoio da Defesa Civil a situação iria ficar pior. As nossas comunidades onde temos plantações de maracujá e banana, os agricultores perderam tudo. Falta pouco para o hospital ir para o fundo d’agua”, alertou Oliveira.

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