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Notícias / Amazonas

Presos do Centro de Detenção Provisória fazem rebelião em horário de visita

Coronel Encarnação confirmou que a rebelião começou quando alguns presos conseguiram chegar à cozinha do CDP e pegaram mantimentos e facas.

sábado 17 de novembro de 2012 - 3:58 PM

Policiais levaram presos para prestar esclarecimentos sobre o motim Foto: Francisco Santos

Manaus -  Rivalidades entre grupos criminosos  causaram um princípio de rebelião, na tarde de hoje, no Centro de Detenção Provisória (CDP), no KM 8 da BR-174, estrada que liga Manaus a Boa Vista (RR). O motim durou aproximadamente duas horas, começando às 14h e indo até as 16h. No total, 27 presos foram transferidos, seguindo a exigência dos detentos que iniciaram a rebelião. 

"O princípio de rebelião foi causada por rivalidades que os presos trazem de fora da cadeia para cá", afirmou o coronel Bernardo Encarnação, secretário-executivo da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), ressaltando que os presos exigiriam a transferência de 27 detentos para encerrar o motim. Os detentos foram transferidos para a Unidade Prisional do Puraquequara. 

Encarnação confirmou que a rebelião começou quando alguns presos conseguiram chegar à cozinha do CDP e pegaram mantimentos e facas. Segundo ele, foram feitos cinco reféns, sendo três agentes penitenciários, um enfermeiro e um advogado que foram liberados assim que as transferências foram efetuadas. No entanto, a Sejus, em nota, confirmou sete reféns, sendo cinco agentes penitenciários.

 Na hora do motim, havia pelo menos 250 visitantes dentro do presídio, entre homens, mulheres e crianças. "Tivemos uma preocupação maior com os visitantes. Tomamos providências para proteger a integridade física de todos. Não houve feridos.", afirmou Encarnação, que classificou o motim como princípio de rebelião. 

Renata Vieira, de 27 anos, foi visitar o marido que é detento e estava dentro do presídio na hora que iniciou a rebelião. Segundo ela, foram disparados tiros dentro do presídio. “Ouvimos tiros e os visitantes foram colocados em uma cela, foi horrível”, lamentou.

O coronel Encarnação, no entanto, afirmou que os tiros disparados eram balas de borracha, usadas para dispersar os presidiários. “Existe uma sequência de ações que a polícia toma para prevenir que a situação tome maiores proporções. Os tiros de borracha foram uma medida de contenção".

Mais de 30 familiares ficaram do lado de fora do CDP aguardando notícias sobre os detentos.” Eu tenho um filho lá dentro e vim assim que soube da rebelião. Fiquei sabendo que ele vai ser transferido para outra ala da prisão.” disse Raimunda Figueiredo, 52.

Estavam presentes unidades da Força Tática da Polícia Militar, Rondas Ostensivas Cândido Mariano (ROCAM), Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

O Centro de Detenção Provisória fica ao lado do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) e reúne 856 presos que estão aguardando julgamento.

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