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Chega ao fim com três mortos a rebelião no Centro

A rebelião iniciou às 10h20 na Ala D do presídio Raimundo Vidal Pessoa, em Manaus. Segundo a polícia, alguns presos tentaram fugir do local na hora da chuva.

quarta-feira 10 de novembro de 2010 - 10:19 PM

Presos que não participaram da rebelião foram separados dos demais. Foto: Portal D24AM

Manaus - Na tarde desta quarta-feira, às 17h20, chegou ao fim a rebelião no presídio Raimundo Vidal Pessoa, em Manaus. Valdemar Maximino, Maria Tereza Mendes Barbosa, Maria Consuelo da Silva, Fabio Pereira de Souza, Tatiana Silva e Joelma Cabral foram mantidos reféns durante quase sete horas e foram liberados pelos presidiários.

Três mortes foram confirmadas pela SEJUS. Rivelino Queiroz Albuquerque, o “Rivas”, Fábio dos Remédios Martini, o “Fábio”, e Valdemar de Souza Bastos, o “Chimbinha”, foram assassinados pelos rebelados.
Foi encontrado um revolver calibre 38 durante a revista feita pelo Batalhão de Choque. Não houve transferência de presidiários uma vez que as demais unidades prisionais de Manaus também estão com superlotação.
Segundo secretário estadual de justiça, Lélio Lauria, as reivindicações pedidas não justificavam uma rebelião dessa magnitute. Lauria acredita que o real motivo da rebelião era o assassinato dos três detentos.

Comissão negociou o fim da rebelião

 

De acordo com uma nota divulgada pela comissão, ficou acertado que os pedidos feitos pelos detentos serão atendidos. Eles pedem: revisão processual, melhoria na alimentação, melhorias na estrutura da prisão, fim da superlotação, revisão da conduta dos policiais no trato com os detentos e familiares e assessoria periódicas de advogados para revisão de processos.

Uma equipe da Delegacia de Homicídios e Seqüestro entrou no presídio para tentar manter o clima de tranqüilidade. Outra equipe do Batalhão de Choque da Policia Militar ficou de prontidão na entrada da presídio aguardando para entrar e organizar os detentos.

Rivelino Queiroz Albuquerque, conhecido como “xerife Rivas” é um dos detentos assasinados. De acordo com informações da polícia, elee teve o corpo queimado pelos rebelados. Rivas era tido como um dos mais perigosos presidiários e não tinha bom relacionamento com os demais presos.

Refém ganha liberdade

Tereza Mendes, que estava sendo mantida como refém, a primeira liberada, logo após a polícia aceitar as exigências dos rebelados em reestabelecer o fornecimento de água e energia elétrica.

Os 326 detentos rebelados exigiram a troca do atual diretor Frank Bezerra, melhora nas condições dentro do presídio, revisão dos processos e o fim da superlotação como condições para por fim a rebelião. 

Confronto

A rebelião iniciou às 10h20 na Ala D do presídio. Segundo a polícia, alguns presos tentaram fugir do local na hora da chuva.

Os detentos reclamam de superlotação na unidade. Segundo o diretor do presídio, Frank Bezerra, o local tem capacidade para 104 detentos, mas hoje recebe 828.

O principal conflito na rebelião na cadeia pública Raimundo Vidal Pesoa é entre os presos da Ala D com os da Ala C.

Um agente penitenciário – que pediu para não ter o nome revelado -, disse que só havia três pessoas responsáveis pela guarda dos presos na manhã desta quarta-feira.  No local, há em torno de 800 presos, mas a capacidade é de cerca 400 detentos.

Várias viaturas, um helicóptero e equipes da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) e Batalhão de Resposta Rápida, Apoio e Intervenção Operacional (Raio) participaram da operação.

Do lado de fora, era possível ver fumaça saindo de dentro da instituição.

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