comments powered by Disqus
Notícias / Amazonas

Trecho da BR-174 desmorona com a forte chuva

Após tomar conhecimento, a PRF enviou uma equipe ao local que interditou os dois trechos, paralisando o fluxo de veículos.

quinta-feira 3 de março de 2011 - 7:44 PM

Lago transbordou e fez parte da pista ceder. Foto: Arlesson Sicsu

Manaus - O trecho interditado do quilômetro 82 da BR-174 (Manaus-Boa Vista) provocado pelo rompimento total da pista, deve ser liberado ainda hoje ao meio-dia, garantiu o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), José Fábio Porto Falcão.

O rompimento ocorreu nesta quinta-feira por volta de 8h e foi provocado por uma forte chuva que atingiu a região próxima a cidade de Presidente Figueiredo (a 118 quilômetros de Manaus) na madrugada de quinta, explicou o superintendente.

De acordo com Falcão, a  pista cedeu porque os tubos existentes no local não suportaram o volume de água da chuva. “A água invadiu a pista que cedeu  com o sobrepeso. Como medida emergencial vamos substituir a canalização por outros tubos feitos de metal com maior capacidade de vazão”.

Segundo o superintendente do Dnit, a substituição dos tubos vai possibilitar a liberação da pista e, posteriormente, será realizado um trabalho definitivo. “Ainda estamos estudando se vamos construir uma galeria ou um ‘tunnel ‘liner’”. O superintendente explicou que a tunnel liner é uma tubulação feita sob medida e instalada por uma máquina de perfuração.  “Para o serviço de instalação não é preciso a interrupção do fluxo de veículos”.

O secretário de obras do município de Presidente Figueiredo, Guilherma Gonella, afirmou que a chuva na cidade começou por volta de meia-noite de quinta e durou até às sete da manhã. “Choveu cerca de 110 milímetros no município. Nunca vi nada igual.”, ressaltou Gonella.

O secretário afirmou que pela manhã foram colocados tábuas para que as pessoas pudessem fazer a travessia. “Quem estava em ônibus pôde atravessar e fazer ‘baldeação’ para embarcar em outro ônibus do outro lado da pista e continuar a viagem”. Com início das obras de recuperação pelo Dnit as tábuas foram retiradas e a transporte entre os dois lados da rodovia passou a ser feita por uma canoa cedida pela Brigada de Salvamento de Presidente Figueiredo.

Neste final de semana acontce no município de Presidente Figueiredo o “Carnachoeira”, evento em que são esperados milhares de visitantes de Manaus e demais municípios, revelou Gonella. “Não acredito que o evento será afetado pela interdição da rodovia. O Dnit garante que a rodovia vai estar liberada antes do início do evento”, opinou.

Mootoristas que trafegavam pela rodovia BR 174 contaram que estavam esperavam há horas no local e  temiam perder seus compromissos e obrigaçoes.

A técnica de enfermagem  Vanderléia Marinho, 42 anos, residente de Boa Vista, contou que estava transportando a mãe dela, que está doente, de Manaus para a capital de Roraima quando  foi surpreendida pela interdição. “Quando cheguei aqui era quase nove horas e estava com apenas um lado da pista rompida. Depois caiu tudo. O pior é que não sei o que fazer pois não conheço Manaus e não tenho dinheiro para ficar em hotel. A única solução é esperar aqui mesmo”, lamentou.

Para o caminhoneiro Adalto Ferreira, 36 anos, o problema é a possibilidade de perder uma carga em Manaus. “Era para chegar a cidade ainda pela manhã para embarcar uma carga de produtos cosméticos em direção a Roraima. Agora não sei se ainda vou fazer a viagem ou não”, disse.

Rodoviária

As empresas de transporte interestadual Eucatur e Ematur cancelaram as vendas de passagens para os ônibus em direção à Boa Vista até a liberação da rodovia. Os passageiros que já haviam comprado as passagens e estavam com a viagem marcada para a noite de quinta e madrugada desta sexta foram orientados a aguardar orientação da empresa.

A Eucatur cancelou quatro horários e a Ematur, três viajens com destinos a capital de Roraima. Nenhuma empresa ofereceu hospedagem e alimentação aos passageiros que tiveram a viagem cancelada.

“Não foi um problema causado pela empresa nem nos veículos. Por ser um fenômeno da natureza que independe da nossa ação, não podemos fazer nada. No entanto, estamos devolvendo o valor a quem solicitar a devolução”, explicou o encarregado de vendas da Eucatur, Gilmar da Silva.

Segundo a responsável pelo setor de vendas da Ematur Silvia Filate, nenhum passageiro solicitou hospedagem ou alimentação. “Acredito eu todos moram ou têm conhecidos e parentes na cidade”, opinou.

O comerciante James de Oliveira veio a Manaus para fazer tratamento de saúde e estava com viagem marcada para 19h de quinta pela Emartur. “A atendente me deu apenas um numero de telefone e disse para eu ligar amanhã para saber se a pista está liberada. Pedi da empresa compensação pelo dinheiro pago com o táxi e ele negaram”, reclamou.

 

VEJA TAMBÉM NO D24am