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Amazônia / Ciência

Ufam conclui centro de pesquisa de medicamento e diz que projeto é inviável

O prefeito do campus da Ufam explica que, quando assumiu o cargo, o prédio já estava pronto e disse que existe uma série de problemas, inclusive políticos que implicam no funcionamento da fábrica

sexta-feira 21 de abril de 2017 - 8:30 AM

Sofia Lorrane / portal@d24am.com

Ufam diz que foi “verificada a inviabilidade da implantação do projeto”. Foto: Sofia Lorrane/Divulgação

Manaus - Com o objetivo de ser um local para planejado de pesquisas na área de medicamentos e beneficiar a população com a oferta de remédios a preços mais em conta, o Centro de Pesquisa e Produção de Medicamentos do Amazonas (Cepram), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), ainda não começou a funcionar. O local, que teve repasse de cerca de R$ 3,1 milhões do governo federal, também é previsto para atuar como laboratório para os acadêmicos de Farmácia. A Ufam informou que foi verificada a inviabilidade do projeto.

De acordo com o site da instituição, o Cepram foi criado pela Resolução nº 002/2005, de 21 de janeiro de 2005, para realizar pesquisas diversificadas na área de medicamentos, além de treinamentos de pessoas na área de indústria farmacêutica.

Conforme registros da Prefeitura do Campus Universitário (PCU), a obra do Cepram foi realizada em várias etapas, sendo dois prédios, um deles destinado à administração e laboratórios e outro destinado ao processo produtivo. A primeira parte da obra de administração e laboratórios foi iniciada em 12 de fevereiro de 2001 e concluída em dezembro do mesmo ano. As demais foram construídas em seguida e a obra foi finalizada em julho de 2005. Após a entrega, alguns reparos na estrutura foram necessários e realizados pela PCU com recursos próprios da Ufam. 

O prefeito do campus da Ufam, professor Atlas Barcelar, explica que, quando assumiu o cargo, em 2013, o prédio já estava pronto e disse que existe uma série de problemas, inclusive problemas políticos que implicam no funcionamento da fábrica de medicamentos.

Segundo o Diário Oficial da União (DOU), em 2005, foi firmado um convênio entre o Ministério da Educação (MEC), por meio da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e da Fundação de Apoio Rio Solimões (Unisol), de R$ 700 mil para a aquisição de equipamentos e materiais permanente para o Cepram. Já o Portal da Transparência informa que o valor repassado foi R$ 7 mil, porém, o recurso, segundo o portal, foi destinado para a aquisição dos equipamentos que não foram repassados para a Unisol.

Para a doutora Luana Santana, presidente em exercício do Conselho Regional de Farmácia do Amazonas (CRF-AM), o Centro de Pesquisa seria de extrema importância para o Amazonas, pois poderia auxiliar na qualificação de acadêmicos através da oferta de estágios e empregos, além de oferecer parcerias com entidades e instituições privadas que auxiliariam na condução das pesquisas e no desenvolvimento de novos medicamentos.

A doutora explica, ainda, que a produção de medicamentos no Estado sofreria com uma menor carga tributária, o que reduziria o custo de produção, além de ser o ponto de partida para aprimoramento e aumento das pesquisas científicas no Amazonas.

Para a estudante do 7º período de Farmácia Cybelle Lima, 22, o funcionamento do Centro de Pesquisa seria importante no processo de aprendizagem, pois os alunos colocariam em prática o que é estudado na teoria, dentro da sala de aula. Cybelle considera que esse conhecimento seria utilizado no mercado de trabalho quando estivesse atuando como profissional.

Em resposta a assessoria de imprensa da Ufam informou que foi verificada a inviabilidade da implantação do projeto como foi pensado inicialmente, em razão do alto custo para a instituição e da ausência de parceiros para investir no setor e para adquirir os medicamentos produzidos.

Comunicou, ainda, que a perspectiva é que Cepram atue como centro de pesquisa, mas não informou quando o centro irá começar a funcionar.

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