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Notícias / Economia

Amazonas perde 1,7 mil postos de emprego em fevereiro, aponta Caged

Ao contrário do País, o Estado perdeu vagas de emprego no mês passado, apesar da redução do ritmo da queda. Em fevereiro de 2016 foram encerrados 2,6 postos de trabalho

quinta-feira 16 de março de 2017 - 5:50 PM

Beatriz Gomes / portal@d24am.com

A indústria do Amazonas encerrou o mês de fevereiro com 578 postos de trabalho. Foto: Eraldo Lopes

Manaus - Ao contrário do País, o Amazonas perdeu vagas de emprego em fevereiro, apesar da redução do ritmo da queda. De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgados na tarde desta quinta-feira (16), foram encerrados 1,7 mil postos de trabalho no segundo mês deste ano, contra 2,6 mil postos perdidos no mesmo mês em 2016, e outros 2 mil, em 2015.

Em janeiro, foram fechadas 1,4 mil vagas, o melhor resultado para janeiro, desde 2013. No País, cinco dos oito setores econômicos geraram empregos no mês de fevereiro.

A indústria do Amazonas, que havia gerado 787 vagas em janeiro, encerrou o mês de fevereiro com 578 postos de trabalho. A construção civil fechou 426 vagas, em fevereiro, após ter encerrado 491 em janeiro.

Já o setor agropecuário, com pouco peso no m ercado de trabalho do Amazonas, teve saldo negativo de 358 postos, em fevereiro. 

O comércio também começou o ano com 910 vagas fechadas enquanto que em fevereiro foram 254. De acordo com o Caged, o setor de serviços registrou com 178 postos encerrados.

Nos primeiros dois meses do ano, já são 3 mil vagas encerradas no mercado de trabalho do Amazonas, contra 7,8 mil postos fechados no mesmo período do ano passado. O saldo dos últimos 12 meses, aponta a retração de 14,1 mil vagas. 

 

Nacional

No País, cinco dos oito setores econômicos geraram empregos no mês de fevereiro. Foram criadas 35.612 vagas, resultado de 1.250.831 contratações e 1.215.219 demissões.

Entre os segmentos, o setor de serviços foi o que mais gerou empregos, com saldo positivo de 50.613 vagas. A administração pública teve saldo positivo de 8.280 vagas. De acordo com o coordenador-geral de Estatísticas do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães, nesses dois setores o resultado pode ser atribuído a contratações na área de ensino.

A agropecuária também contratou mais do que demitiu em fevereiro, com saldo positivo de 6.201 vagas. A indústria de transformação gerou 3.949 postos de trabalho, segundo mês consecutivo de saldo positivo. O setor de serviços industriais de utilidade pública (SIUP) registrou saldo positivo de 1.108 vagas.

O comércio foi o setor que mais fechou vagas, com 21.194 demissões. A construção civil registrou saldo negativo de 12.857 vagas. E setor de extração mineral registrou saldo negativo de 488 vagas.

Magalhães disse ainda que a divulgação dos dados do Caged não foi antecipada. Segundo ele, a meta é informar os dados entre os dias 18 e 22 de cada mês. Ainda de acordo com ele, houve atraso para processar os dados de janeiro, divulgados há menos de duas semanas, no dia 3 de março.

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