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Amazonas perde 1,7 mil vagas de emprego em março, aponta Caged

Os quatro principais setores da economia do Estado tiveram desempenhos negativos na geração de empregos no mês passado.

quinta-feira 20 de abril de 2017 - 4:16 PM

Beatriz Gomes / portal@d24am.com

Esse é o quarto ano consecutivo de queda nas vagas em março. Foto: EBC

Manaus - O Amazonas perdeu 1,7 mil vagas de emprego com carteira assinada em março deste ano, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O resultado foi o segundo pior março desde 2003, apesar de ser o dobro de março do ano passado, quando 3,5 mil postos de trabalhos foram encerrados. Esse é o quarto ano consecutivo de queda nas vagas em março.

Os quatro principais setores da economia do Estado tiveram desempenhos negativos na geração de empregos no mês passado.

A indústria puxou o resultado negativo com 598 vagas fechadas em março. Os principais impactos negativos vieram das fábricas do material de transporte (-323) e de material elétricos e de comunicações (-320). Embora em março, o segmento de material elétrico e de comunicações, que inclui a produção de televisores e celulares, tenha tido resultado negativo, no primeiro trimestre foram gerados 586 vagas no setor e 1,5 mil em doze meses.

O comércio encerrou 534 postos em março, principalmente no varejo, a construção civil perdeu 394 empregos e serviços teve 237 vagas cortadas.

Por outro lado, a agropecuária e Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) abriram 36 e 22 vagas, respectivamente. Na administração pública foram cinco vagas abertas e na extração mineral o saldo entre empregados e desempregados foi nulo. 

 

Trimestre

No primeiro trimestre, foram encerradas no Estado 4,7 mil vagas de trabalho, com a admissão de 30,6 mil trabalhadores e a demissão de 35,3 mil no ano. O comércio lidera o resultado negativo no acumulado do ano com 1,6 mil vagas a menos, seguido pela construção civil com 1,3 mil negativos e serviços com 984 vagas a menos. A agropecuária terminou o trimestre com 428 postos fechados e a indústria com 365 vagas negativas.

Nos últimos doze meses, de fevereiro de 2016 a março de 2017, o saldo negativo chega a 12 mil.

 

Nacional

No Brasil, o número de empregos formais teve saldo negativo com 63,6 mil vagas a menos. Apesar da queda em março, a redução no mesmo mês do ano passado foi quase o dobro, quando registrou retração de 118 mil postos de trabalho. No mês passado, o resultado havia sido positivo em 35.612 vagas formais de emprego.

Foram registradas 1,26 milhão de admissões contra 1,32 milhão de desligamentos. No acumulado do ano, a queda foi de 64,3 mil postos de trabalho e, nos últimos 12 meses, houve a redução de 1.09 milhão de postos de trabalho, correspondendo a uma retração de 2,77% no total de empregados com carteira assinada do país.

 

'Fatores sazonais'

O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, apontou fatores sazonais e conjunturais como justificativa para o desempenho negativo de março. “O governo esperava uma trajetória ascendente, positiva, no número de vagas formais de trabalho, em razão do bom desempenho verificado em fevereiro, mas os resultados gerais foram negativos. Se não foi possível aumentar o número de postos de trabalho no mês, pelo menos indicadores apontam uma diminuição significativa no ritmo de redução do emprego”, disse Nogueira.

O comércio foi o setor que mais apresentou retração, com -33.909 postos, seguido do setor de Serviços (-17.086 postos), Construção Civil (-9.059 postos), Indústria de Transformação (-3.499 postos) e Agricultura (-3.471 postos). Apesar das quedas, a Administração Pública apresentou desempenho positivo (4.574 postos), com expressiva participação do estado de São Paulo (2.756).

Tradicionalmente, os resultados de março sofrem forte influência de fatores sazonais negativos. Um exemplo é o comércio varejista, que se apresenta negativo no mês de março, mesmo em anos de forte crescimento econômico. A indústria de alimentos, a construção civil e os serviços de alojamento e alimentação também sofrem uma sazonalidade negativa marcante, pelas características dessas atividades.

Apesar da redução geral, alguns estados registraram bom desempenho. O maior saldo positivo de março foi apresentado pelo estado do Rio Grande do Sul (5.236 postos), puxado pelos setores da Indústria de Transformação (5.214 postos) e do Comércio (1.454 postos), seguido de Goiás (4.304 postos), devido à expansão do setor da Agropecuária (2.449 postos).

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