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Notícias / Economia

Bancários decidem pelo fim da greve e trabalho volta na quinta

Apenas os trabalhadores do Banco da Amazônia não aceitaram o acordo feito com a Fenaban. Continuação do movimento será definido nesta quinta.

quarta-feira 13 de outubro de 2010 - 11:44 PM

o presidente do Seeb/AM informou que as agências começam a funcionar na quinta-feira. Foto: Jair Araújo

Manaus - Com 97% dos votos, acabou, na noite desta quarta-feira (13), a greve dos bancários, após acordo entre o Sindicato dos Empregados dos Estabelecimentos Bancários do Amazonas (Seeb/AM) e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). O Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e os bancos privados voltarão ao normal a partir desta quinta-feira. Já os funcionários do Banco da Amazônia permanecem em estado de greve até amanhã, às 9h, quando decidem, em Assembleia, se continuam com a paralisação.

De acordo com o presidente do Seeb, Nindberg dos Santos, a reunião não teve grandes problemas, pois a esmagadora maioria votou a favor dos bancários. “Todas as nossas propostas foram aprovadas”, afirmou.

Entre as reivindicações da classe, estavam o reajuste salarial de 11%, elevação da Participação de Lucros e Resultados (PLR), novas contratações e o fim das metas abusivas e assédio moral.

A Fenaban tinha oferecido um reajuste salarial de 7,5% e a mesma porcentagem para todos os benefícios de natureza salarial. Além disso, foi feita correção na Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e o piso salarial dos bancários de agências particulares subiram 16%, passando de R$987 para R$1.140.

A oferta de reajuste salarial do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal também ficou em 7,5%, além de promoção por tempo de serviço e aumento da PLR.

Sobre o Banco da Amazônia, a solução é esperada para a manhã desta quinta-feira. Em uma Assembleia ocorrida no Pará, nesta quarta-feira, o acordo não foi feito, e outra ocorrerá na manhã desta quinta-feira.

Início da greve

A greve dos bancários iniciou no dia 30 de setembro, depois de decisão, em Assembleia da categoria, no dia 29. No Amazonas, o protesto contou com a adesão de cerca de 1,5 mil bancários e 55 agências tiveram as atividades suspensas, segundo Nindberg dos Santos.

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