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Manaus e Região Metropolitana têm a maior taxa de desocupados do País, aponta IBGE

Na capital e na Região Metropolitana, o número de pessoas desocupadas chegou a 224 mil e 246 mil, respectivamente, nos primeiros três meses do ano. Taxa de desocupação foi recorde em 25 estados

quinta-feira 18 de maio de 2017 - 6:15 PM

Beatriz Gomes / portal@d24am.com

Agricultura, comércio e a administração pública são as atividades que mais ocupam mão-de-obra no Estado. Foto: Eraldo Lopes

Com colaboração de Iris Brasil

Manaus - Manaus e a Região Metropolitana registraram as maiores taxas de desocupados do País no primeiro trimestre do ano, segundo a Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada nesta quinta-feira (18), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na Região Metropolitana de Manaus, a taxa de desocupação no primeiro trimestre do ano alcançou 20,3% da população disposta a trabalhar, crescimento de 2,4 pontos percentuais em relação ao último trimestre de 2016.

Já na capital amazonense, a desocupação chegou a 21,1% nos primeiros três meses do ano, aumento de 2,3 pontos percentuais. O número de desocupados que procuram trabalho no Estado é de 324 mil pessoas, 63 mil a mais que no trimestre anterior. No País, a taxa de desocupação alcançou 13,7%. 

A população na força de trabalho, que compreende as pessoas que estavam ocupadas e as que estavam desocupadas, disponíveis para o trabalho, alcançou 1,831 milhão no Amazonas, com um aumento de 72 mil pessoas entre o quarto trimestre de 2016 e o primeiro trimestre desse ano. “Há um número cada vez maior de pessoas que estão na força de trabalho porque há um aumento de pessoas em idade de trabalhar e mais pessoas a procura de trabalho, pressionando o mercado em busca de uma vaga”, analisa o chefe do IBGE no Amazonas, Ilcleson Mendes. 

Em Manaus e na Região Metropolitana, o número de pessoas desocupadas chegou a 224 mil e 246 mil, respectivamente, nos primeiros três meses do ano. Comparado ao trimestre anterior, houve aumento de 31 mil e  27 mil trabalhadores, respectivamente. A taxa de desocupação no Amazonas no primeiro trimestre foi de 17,7%, a maior taxa de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

No Amazonas, o número de pessoas ocupadas, seja em empregos com carteira de trabalho assinada ou não, chegou a 1,507 milhão, um crescimento de 0,6% em relação ao trimestre anterior, ou 9 mil trabalhadores a mais. “Embora o número de pessoas ocupadas tenha crescido, a taxa de desocupação também aumenta em função de que mais pessoas entram no mercado de trabalho a cada período”, explica Mendes. 

A agricultura, comércio e a administração pública são as atividades que mais ocupam mão-de-obra no Estado. Outros serviços foi o setor que teve mais perdas no número de postos de trabalho, 15,5% ou 10 mil pessoas. Segundo o IBGE, a pesquisa foi realizada em 55 municípios do Amazonas e em aproximadamente 5 mil domicílios.

 

Nacional

A taxa de desocupação, no Brasil, foi estimada em 13,7%, aumento de 1,7 ponto percentual em comparação ao quarto trimestre de 2016 e de 2,8 pontos percentuais frente ao mesmo período de 2016. Todas as regiões tiveram aumento: Norte (14,2%), Nordeste (16,3%), Sudeste (14,2%), Sul (9,3%) e Centro-Oeste (12%). A Região Nordeste permanece registrando a maior taxa de desocupação dentre todas as regiões, seguida pelo Sudeste.

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