comments powered by Disqus
Notícias / Economia

Metro quadrado construído no Amazonas fechou 2012 como o nono mais caro do País

Estado tem alta no preço médio do metro quadrado com o reajuste salarial da categoria

sexta-feira 11 de janeiro de 2013 - 8:30 AM

Em 2012, os gastos com a mão de obra puxaram a alta do índice Foto: Raimundo Valentim

Manaus - O custo médio do metro quadrado (m²) construído no Amazonas fechou o ano de 2012 como o nono mais caro do País, segundo informações do Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi). O preço foi especialmente influenciado pelo custo da mão de obra, segundo especialistas.

O levantamento, realizado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra um aumento acumulado de 4,41% no custo da construção civil.

O índice ficou abaixo da média nacional, que foi de 5,68% no ano passado. Em valores absolutos, no entanto, o preço médio foi superior no Estado. Enquanto a média nacional é de R$ 855,64, o custo do metro quadrado construído no Amazonas ficou em R$ 884,96.

Segundo o supervisor de disseminação de informações do IBGE/AM, Adjalma Nogueira, os gastos com o transporte de mercadorias é um dos responsáveis pelos autos preços da região Norte, que tem a segunda maior média nacional, de R$ 873, o m². “Este custo é impulsionado pela questão logística, que envolve principalmente o transporte da mercadoria, e que onera seus preços”.

Mão de obra

Em 2012, os gastos com a mão de obra puxaram a alta do índice. De acordo com os dados do Sinapi, enquanto os preços dos materiais de construção tiveram elevação acumulada de 4,61%, o custo da mão de obra cresceu 6,59% no ano.

“Foi um problema generalizado no País, nossas obras no Estado estouraram muito orçamento em função disso”, afirmou o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Amazonas (Sinduscon/AM), Eduardo Lopes.

A grande demanda por profissionais qualificados pressionou os salários do setor, informou. Mas a tendência é que o cenário se inverta em 2013. “As obras estão todas em andamento e não se vê tantos financiamentos. Com isso, não deve haver esta guerra por profissionais”, observa.

Entre os materiais, o reajuste mais alto foi no preço do tijolo maciço, que subiu 43,69%, passando de R$ 999 o milheiro, em janeiro, para R$ 1.435, em dezembro.

Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Materiais de Contrução, Aderson Frota, esta oscilação foi causada pela cheia histórica do ano passado. “Com esta grande cheia fica mais difícil o acesso à matéria-prima e a queda na oferta fez subir os preços”.

VEJA TAMBÉM NO D24am