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Notícias / Economia

Período de carnaval aumenta até 70% aluguel de banheiro químico em Manaus

Blocos carnavalescos são obrigados a dispor de um banheiro químico para cada grupo de 50 brincantes, segundo DVisa. Empresas admitem não possuir volume para atender demanda.

sábado 19 de janeiro de 2013 - 7:51 PM

As empresas pedem que os órgãos exijam número suficiente de banheiros nas festas. Foto: Nathalie Brasil

Manaus - As festas pré e pós-carnaval devem aumentar a locação de banheiros químicos e incrementar o faturamento das empresas em média em 70%. Apesar do aumento nos negócios, empresas locais acreditam que o segmento não está preparado para atender a exigência da Prefeitura que neste ano determinou a quantidade de um banheiro para cada 50 foliões.

A gerente comercial da Toilets, Silmária Portela, informou que a empresa tirou alguns contratos da agenda devido às solicitações serem menores que o exigido pela Prefeitura. “Eles querem colocar no contrato um número, mas querem um número menor para a hora do serviço”, afirmou. Há 16 anos no ramo, Silmária ressaltou que as locações aumentam até 80% durante as festas carnavalescas.

A Toilets tem cerca de 250 banheiros para atender a demanda. Silmária informou não saber como estão os pedidos para o mercado como um todo, mas disse não acreditar que o contingente de Manaus seja suficiente para atender a exigência da Prefeitura.

O proprietário da Esgotec, Marlon Paez, espera um aumento de 70% no faturamento e conta que as locações ficarão concentradas entre as sextas-feiras e domingos, como ocorre todos os anos. Paez informou que há cerca de dez empresas no ramo em Manaus e disse que a dificuldade vem muitas vezes por parte dos organizadores de bandas que não contratam o número suficiente de banheiros. “Eles trabalham forçado quando se fala em banheiro químico. Fazem o possível para diminuir o custo”, disse. A empresa chega a atender quatro bandas e blocos por dia durante o carnaval.

O gerente comercial da Sanear, Marco Biscaro, também afirmou que o aumento nos negócios chega a 70%. Bisparo reforçou que o momento é atípico. “Atendemos geralmente um pedido mensal para eventos e nessa época atendemos três por dia. Para cada pedido, são três a cinco banheiros”, explicou. A Sanear tem 37 banheiros químicos.

As empresas procuradas pelo PortalD24AM informaram cobrar preços de R$150 a R$ 200 para uma diária de banheiro químico. Os estabelecimentos destacaram que disponibilizam papel higiênico e produtos com essência para evitar mau cheiro, além de dar a destinação dos dejetos.

Além da comemoração por aumento nos negócios, os representantes do setor destacam que falta fiscalização. “Tenho o caminhão que suga os dejetos e descarta numa estação. Mas tem muita empresa que, para baratear e não ficar com prejuízo, despeja em qualquer lugar”, afirmou Paez.

Para o empresário, os órgãos competentes deveriam exigir da própria banda ou bloco que apresentasse os documentos com autorização, comprovação de quantidade de banheiros por participante e da destinação final que a empresa responsável pela unidade química daria ao resíduo.

Bandas e blocos serão fiscalizados este ano

Para o carnaval deste ano, o Departamento Municipal de Vigilância (DVisa) informou que vai fiscalizar a disponibilização de banheiros nas bandas e blocos de rua, com a exigência de um banheiro químico para cada 50 brincantes. Segundo o diretor do órgão, Jerferson Caldas, a determinação levou em conta eventos realizados em outras cidades, como Porto Alegre e Porto Velho.

“É uma questão de dimensionamento. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) tem especificação de que deve existir uma bacia sanitária para cada 20 pessoas. O que fizemos foi estimar um fluxo de população. O número veio nos dar uma base”, explicou o diretor.

Até quinta-feira (17), o DVisa recebeu 65 pedidos de autorização de bandas e blocos de carnaval. No mesmo período de 2012, os pedidos chegaram a 80.

As bandas e blocos de carnaval que não atenderam às exigências do departamento estarão sujeitos a penalidades com apreensão de material e multa de até R$ 29 mil. “A banda que faz o evento é a responsável. Ela que é será cobrada”, disse Caldas.

 

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