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Notícias / Manaus 2014

Na Copa, comércio de rua fica proibido a até dois quilômetros da Arena

A maior proibição é contra os ambulantes e de marcas de não patrocinadores do mundial.

sexta-feira 16 de maio de 2014 - 8:15 AM

Há mais de um ano, a Peixaria Lapdus, próxima à Arena, se adaptou às recomendações da Fifa. Foto: Reinaldo Okita

Manaus - Entrou em vigor o Decreto Municipal 2.781, que delimita a área de restrição do comércio em um raio de até dois quilômetros da Arena da Amazônia, durante a Copa do Mundo. Na área de 3,2 milhões de metros quadrados, a maior proibição será em relação ao comércio ambulante ilegal e à propaganda de marcas de não patrocinadores da Copa.

Assinado na última quarta-feira pelo prefeito em exercício, Sildomar Abtibol, o decreto também delimita a região da Ponta Negra, zona oeste, na área de 656,4 mil metros quadrados, onde acontecerá o Fan Fest. O direito de desenvolver atividades comerciais ou de publicidade nas áreas de restrição comercial nos dias de eventos e na véspera dos mesmos será exclusivo da Federação Internacional de Futebol (Fifa), exceto os estabelecimentos comerciais regulares instalados nos perímetros delimitados.

Segundo a Prefeitura de Manaus, o comércio local funcionará normalmente e os bares e restaurantes dos bairros que estão inseridos na área de restrição poderão operar livremente, apenas com a proibição de realizar propagandas de marcas que não são patrocinadoras da Copa.

“Elas podem vender o que quiserem, só não poderão fazer publicidade, salvo as que já existiam anteriormente à Copa”, explicou a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom).

Há um ano e dois meses bem ao lado da Arena da Amazônia, a Peixaria Lapdus está preparada para todas as recomendações da Fifa, afirma a proprietária, Elcinete Rolim. “Se houver restrição de algum produto, ou tivermos que realizar qualquer mudança para ficar dentro da lei, nós vamos fazer”, declarou a empresária, que disse ainda não ter tido qualquer tipo de orientação ou restrição por parte da organização do evento.

Para o presidente da Federação dos Dirigentes Lojistas do Amazonas (FCDL), Ezra Azury Benzion, todas as questões de restrição comercial já eram conhecidas desde quanto foi acertada a Copa do Mundo no Brasil.

“No entorno não tem ambulantes, não tem produtos similares. E essa delimitação vai retirar todo mundo que ia querer obter uma vantagem comercial indevida do evento. Quem tem produtos licenciados não tem porque se preocupar”, disse o dirigente.  

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