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Notícias / Política

Deputados federais do Amazonas entre os 35 do Brasil eleitos com os próprios votos

Todos da bancada amazonense na Câmara Federal alcançou individualmente o quociente eleitoral.

domingo 24 de outubro de 2010 - 9:48 AM

Francisco Praciano foi o deputado federal mais votado do Amazonas na eleição deste ano. Foto: Leonardo Prado/ Agência Câmara

Manaus - Os oito deputados federais eleitos ou reeleitos pelo Amazonas estão entre os 35 em todo o Pais que alcançaram individualmente o quociente eleitoral no Estado, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), levando em conta o resultado preliminar das eleições.

Em 2006, a Câmara dos Deputados teve 32 eleitos ou reeleitos com os seus próprios votos, sem precisar dos votos das suas coligações. A Casa tem 513 deputados.

Os deputados federais eleitos no Amazonas foram Francisco Praciano (PT) - 166.387 votos, Rebecca Garcia (PP) - 146.665, Átila Lins (PMDB) - 131.429, Silas Câmara (PSC) - 127.134, Carlos Souza (PP)- 112.393, Pauderney Avelino (DEM) - 100.199, Sabino Castelo Branco (PTB) - 93.112 e Henrique Oliveira (PR) - 85.535.

Bahia, Pernambuco e Minas Gerais elegeram cinco parlamentares cada nessa situação. Ceará, Goiás, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo têm dois eleitos cada. Acre, Distrito Federal, Piauí, Paraná, Rondônia e Roraima contam com um representante cada.

Considerando os partidos, PT e PMDB elegeram sete cada; PSB, cinco; PR, quatro; PSDB, DEM e PP, dois; e PTB, PPS, PDT, PSC, PSOL e PCdoB, um.

O humorista Tiririca, que conquistou 1,3 milhão de votos pelo Partido da República em São Paulo, teve votos suficientes para ajudar a eleger mais 3,5 deputados de sua coligação.

Por outro lado, deputados com votação expressiva não foram eleitos. No Rio Grande do Sul, a deputada Luciana Genro (PSOL) não conseguiu ser reeleita, apesar de ter recebido 129 mil votos - a deputada não eleita mais votada do Brasil.

Para o líder do PSOL na Câmara, deputado Ivan Valente (SP), o sistema atual cria distorções “monstruosas” quando se trata de coligações partidárias, porque nem sempre o candidato “puxado” segue a mesma ideologia do mais votado.

O deputado proporcionalmente mais votado é do Distrito Federal. O jornalista carioca José Antônio Reguffe, aos 38 anos, conseguiu 266.465 votos, ou 18,95% do total, e vai exercer seu primeiro mandato federal defendendo a bandeira de uma ampla reforma política.

Nas eleições proporcionais, nem sempre o candidato mais votado é eleito. Isso porque os votos são divididos pelo partido ou coligação, não pertencendo ao candidato.

Se uma coligação não alcançar o quociente eleitoral (número mínimo de votos), o candidato, por mais votos que tenha, não será eleito. Por outro lado, um candidato com poucos votos poderá ser eleito se pertencer a um partido ou coligação que alcançou o quociente e teve votos de sobra. Por isso é tão importante saber a qual coligação pertence o candidato, pois o eleitor poderá estar ajudando a eleger candidatos de outros partidos, e não apenas os daquele em que votou.

De acordo com o Diap, houve crescimento das bancadas de empresários, sindicalistas e evangélicos na próxima legislatura da Câmara. Os empresários (169) formarão a maior bancada desde 1998.

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