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Marina defende adoção por casais homoafetivos e homofobia como crime

Em 2010, quando se candidatou pela primeira vez à presidência, em entrevista, disse ter opinião contrária sobre o casamento gay

quinta-feira 21 de agosto de 2014 - 11:20 AM

Com informações de agências / portal@d24am.com

Marina apontou que seu programa de governo pretende defender a criminalização da homofobia. Foto: ABr

Em resposta a um eleitor sobre o posicionamento sobre os direitos civis, no Facebook, a equipe da candidata do PSB, Marina Silva, que se posicionou contra o casamento gay em 2010, defende em seu atual programa de governo a adoção de crianças por casais homoafetivos e criminalização da homofobia.

 “Marina considera que as relações homoafetivas estáveis devam ter os mesmos direitos civis que as relações heteroafetivas. O Supremo Tribunal Federal já deu a essa união o estatuto de casamento civil. A questão legal sobre o tema está, portanto, resolvida no Brasil. De maneira similar, Marina é a favor da adoção de crianças por casais homossexuais”, diz a resposta ao eleitor.

Marina apontou que seu programa de governo pretende defender a criminalização da homofobia, antiga bandeira do movimento LGBT que há mais de 10 anos tramita no Congresso Nacional. “Há dentro do programa de governo um plano de criminalizar a homofobia, assim como é feito com o racismo. O programa seria lançado essa semana, só não o foi porque houve a tragédia que vitimou Eduardo Campos”, disse o texto da equipe da ambientalista.

Os internautas questionaram o ‘novo’ posicionamento da ambientalista. “Uma das duas Marinas não existe. ou a de 2010 ou está agora… ou aquela que dizia que tudo era motivo de plebiscito…”, escreveu um internauta.  “A questão do casamento civil não está resolvida, senhora Marina, é preciso avançar legislativamente para evitar que um dia a decisão do STF seja derrubada no Congresso”, apontou outro usuário das redes sociais.

Posicionamento contrário

Em 2010, ao se candidatar à presidência de república pela primeira vez, a ambientalista foi entrevistada no programa Roda Viva, da TV Cultura e foi incisiva ao dizer que era contra o casamento gay.

 “Eu tenho uma posição contrária. Digo de uma forma transparente. Eu quero que as pessoas olhem para mim e digam: eu acho que não vou votar na Marina porque no ponto do casamento ela não é a favorável. Eu não vou ficar tergiversando, fazendo curvinha, para poder ganhar a simpatia das pessoas”, disse na época.

Já no ano passado em nova entrevista ao Roda Viva, no ano passado, a ambientalista apontava a mudança de postura. Ela foi novamente perguntada sobre o que pensava sobre o casamento civil. “Quando você fala a palavra casamento eu evoco a ideia de sacramento. Como sacramento não, como direito civil sim. Porque as pessoas têm o direito de fazer o que quiser da sua vida civil”.

Vice progressista

Em reportagem publicada no Dia da última quarta-feira (20) foi apresentado o perfil do candidato à vice, escolhido para a chapa de Marina Silva. Beto Albuquerque, 51 anos, foi considerado pelo material como um progressista. Católico, que defende os direitos dos gays e é favorável ao aborto nos termos legais — a ex-senadora sugere um plebiscito sobre o tema.

 

Sua escolha está relacionada à tentativa de equilibrar a imagem de ‘radical’ de Marina, segundo a publicação.  

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