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Ex-presidente da OAS afirma que tríplex em SP era de Lula

"A declaração do Léo Pinheiro é uma mentira. Ele não tem como provar e é uma mera declaração", disse a defesa de Lula

sexta-feira 21 de abril de 2017 - 8:00 AM

Com informações de agências / portal@d24am.com

O imóvel já estava reservado para o líder petista antes mesmo da negociação com a Bancoop. Foto: EBC

São PauloEm depoimento ao juiz Sérgio Moro, o ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro, confirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era o dono do apartamento tríplex no Edifício Solaris, na praia de Astúrias, no Guarujá, litoral paulista. Segundo ele, o imóvel já estava reservado para o líder petista antes mesmo da negociação com a Bancoop, cooperativa que repassou o prédio para a empreiteira após problemas financeiros.

“O apartamento era do presidente Lula desde o dia que me passaram para estudar o empreendimento da Bancoop. Já foi me dito que era para o presidente Lula e sua família. Que eu não comercializasse, e tratasse aquilo como coisa do presidente Lula”, disse Pinheiro.

Ele ainda informou que a empresa só não teve prejuízos na reforma do apartamento porque as despesas foram pagas com a negociação de vantagens indevidas num contrato com a refinaria Abreu e Lima.

O juiz Moro quis saber: “O imóvel dele (Lula) no contrato era (o apartamento) 141, mas foi-lhe dito que era o triplex?”

Pinheiro respondeu: “Exatamente, e que eu poderia dispor do 141 para comercializar.”

Moro retrucou: “Mas qual explicação?”

Pinheiro respondeu: “Na época falaram que já estava acordado entre (O ex-tesoureiro João) Vaccari e o presidente que ele ficaria com o triplex, e não no 141.”

O magistrado quis saber porque foi feito um contrato com Lula que não era do triplex.

“Não sei”, disse o empreiteiro.

Ao longo do depoimento, Pinheiro deu detalhes do processo de compra e venda do apartamento. Segundo ele, inicialmente tratava-se de um apartamento de 80 metros quadrados, mas logo depois a família do ex-presidente decidiu por um de 240 metros. O empresário disse que, nesse caso, haveria uma diferença de preço, e passou a cobrar Vacari e também Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula.

Segundo o empresário, a reforma ficou parada por conta da proximidade com a eleição de 2010. Depois, em razão de um problema de saúde do ex-presidente. Os investimentos feitos no apartamento era para atender um apartamento específico para uma família. “Entenda bem, com todo respeito, a família do ex-presidente.”

Após o depoimento, o advogado de Lula, Cristiano Martins, negou as acusações: “É uma mera afirmação de alguém que negociou a versão com o Ministério Público. É uma afirmação incompatível com a realidade dos fatos. Até porque a OAS colocou o imóvel como garantia diversas vezes como sendo dela. O importante é que no dia 3 lula vai estar aqui para mostrar a realidade dos fatos”.

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