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Notícias / Saúde

Câncer colorretal é o quarto mais diagnosticado na Região Norte do País

Segundo o Instituto Nacional do Câncer, a doença está atrás do câncer na próstata, mama e colo de útero. A incidência da doença é maior em homens com faixa etária acima dos 50 anos de idade

sábado 8 de abril de 2017 - 9:30 AM

Da Redação / portal@d24am.com

Neste sábado, 8 de abril, é o Dia Mundial de  Combate ao Câncer. Foto: ABr

ManausO câncer colorretal é o quarto mais frequente na Região Norte e está entre os tipos de câncer com maior incidência no Amazonas, atrás apenas do câncer na próstata, mama e colo de útero. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), são em média de cinco a seis casos a cada 100 mil habitantes. E no Dia Mundial de Combate ao Câncer, 8 de abril, a oncologista clínica Gilmara Resende alerta que a incidência de câncer colorretal está ligada ao estilo de vida e hábitos alimentares.

“Podemos reduzir o risco da doença com a realização de exercícios físicos regulares, dieta balanceada e rica em fibras, frutas, legumes e baixa ingestão de alimentos industrializados, além de não fumar e ingerir bebida alcoólica com moderação”, informou a especialista da clínica Oncológica. 

A incidência da doença é maior em homens com faixa etária acima dos 50 anos de idade, entretanto, casos abaixo de 40 anos de idade podem acontecer, mas estão ligados a síndromes genéticas como, por exemplo, Polipose Adenomatosa Familiar (PAF) e síndrome de Lynch.

“Por isso, a partir dos 50 anos, a população geral tem indicação de realizar um exame chamado colonoscopia. A partir desse procedimento, é possível detectar as lesões precursoras e já tratá-las.”, explica a médica.

Entre os sintomas mais comuns da doença está a alteração do hábito intestinal, por exemplo, dor abdominal tipo cólica, sangramento durante a defecação, afilamento das fezes, perda de peso e anemia. “Entretanto, o paciente também pode não apresentar sintoma nenhum, por isso, o check-up é essencial”, ressalta a oncologista.

Sobre o tratamento, Gilmara conta que é multidisciplinar e envolve desde a avaliação do cirurgião oncológico, do oncologista clínico e até radio-oncologista (radioterapeuta), possibilitando iniciar o tratamento com quimioterapia e radioterapia no contexto neoadjuvante, seguido de cirurgia.

“E as chances de cura estão intimamente ligadas ao estágio da doença. Quanto mais precoce o estágio, maior será a chance de cura. E mesmo em alguns casos de doença avançada, alguns pacientes podem ser curados”, concluiu a médica.

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