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Notícias / Saúde

Febre amarela matou uma pessoa no Amazonas em 2016

Dois casos foram comprovados, em 2016, um fatal. Neste ano, até o dia 29 de março, não há ocorrência, aponta o Sistema de Informações Epidemiológicas

quarta-feira 5 de abril de 2017 - 7:00 AM

Gisele Rodrigues / portal@d24am.com

Além das medidas para evitar a proliferação do mosquito, cresce a procura por vacina. Foto: Divulgação/Susam

Manaus - Dois casos de febre amarela e uma morte foram registrados, no Amazonas, no ano passado, segundo dados registrados pelo Sistema de Informações Operacionais e Epidemiológicas (Vigweb). Em 2017, o Norte já registrava, segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde (MS), 20 notificações da doença, nenhum no Amazonas, até o último dia 29 de março. 

A morte registrada no Estado, segundo a Fundação de Vigilância em Saúde do Estado (FVS) ocorreu no município de Itapiranga (a 227 quilômetros a leste de Manaus). Em todo o País, segundo o MS, 1.987 casos da febre foram notificados, 574 já confirmados. Na Região Norte, segundo o boletim, cinco mortes pela febre amarela já foram identificados neste ano.

Para o infectologista e gerente do pronto-atendimento da Fundação de Medicina Tropical (FMT), Silvio Fragoso, não há motivo para que a população se alarme contra a doença. Segundo ele, embora Manaus seja uma cidade com zonas de matas urbanas, apenas quem se desloca para regiões de matas silvestres precisa estar atento aos sintomas da doença e estar imunizado. 

“O vetor (mosquito) é silvestre, não tem registro da doença, em todo o País, em área urbana somente nas matas silvestres. A população que fica dentro da cidade, não tem porque ficar na correria para vacinar. Já as pessoas que moram na área rural que adentram a mata, caso de agricultores, pessoas que trabalham com extração em madeireiras, precisam estar imunizados”, disse. 

A vacina, que deve ser tomada dez dias antes do contato com a região de mata, ao contrário do pensamento da maioria, não precisa ser reaplicada a cada dez anos. O médico infectologista explica que um estudo encomendado pelo MS, comprovou que duas doses da imunização são suficientes para promover a imunização para o resto da vida do paciente.

Segundo o MS, o Amazonas está na área com registro histórico de febre amarela silvestre e, portanto, com recomendação permanente de vacinação.

 

Procura

Na rede particular, a procura pela vacina contra a febre amarela, que custa em torno de R$ 130, aumentou tanto conforme consulta feita à Clínica Vacinar, situada à Eua Acre, bairro Nossa Senhora das Graças, zona centro-sul, que o estoque da empresa chegou a acabar.

Segundo a diretora da clínica, Amanda Alecrim, o material chegou a dez dias no local. “A vacina é feita fora do Brasil, e não só a gente como todas as clínicas do Brasil ficaram sem”, disse.

 

Estoque

De acordo com a FVS, ainda estão disponíveis na rede pública de saúde 52 mil doses em estoque.  Até o início deste ano, 74.617 doses haviam sido aplicadas no Estado.

No mês de janeiro segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), em decorrência do surto de casos nos Estados de Minas Gerais, Maranhão e Espírito Santo, houve uma corrida aos postos de vacinação também na capital. Um crescimento de 63% na quantidade de doses aplicadas, em relação ao mesmo período do ano passado.

A vacina está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde(UBS) de Manaus que possuem salas de vacinação, um total de 182 espaços em toda a cidade. As doses só podem ser administradas a partir dos nove meses de idade, com reaplicação aos 4 anos.

De acordo com a Semsa, a febre amarela silvestre se mantém naturalmente em um ciclo de transmissão que envolve primatas não humanos (hospedeiros animais) e mosquitos silvestres dos gêneros Haemagogus e Sabethes. O mosquito se contamina ao picar um macaco infectado e, ao picar uma pessoa, transmite o vírus.

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