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Notícias / Saúde

HUGV reabre para internações e oferece novos serviços em Manaus

O Hospital Universitário Getúlio Vargas reinicia as atividades nesta segunda-feira e terá atendimento para pacientes com câncer

segunda-feira 13 de fevereiro de 2017 - 9:05 AM

Da Redação / portal@d24am.com

Com a habilitação do HUGV para a realização de cirurgias de câncer, será possível diminuir as filas dos pacientes oncológicos do SUS que dependiam apenas da Fundação Cecon. Foto: Divulgação

Manaus – O Hospital Universitário Getúlio Vargas, da Universidade Federal do Amazonas (HUGV-Ufam), reinicia as atividades nesta segunda-feira (13), com uma estrutura hospitalar moderna e segura, além de novos serviços como o atendimento a pacientes com câncer.

O novo Hospital, cuja primeira etapa foi inaugurada e apresentada à população em 25 de novembro do ano passado, teve as atividades paralisadas temporariamente devido as etapas de limpeza obrigatória, traslado e também a intercorrências como  atraso na entrega dos transformadores e a higienização de móveis para a eliminação de fungos. Após realizar todos os ajustes e procedimentos necessários, o hospital está apto a reiniciar suas atividades. 

O superintendente do Hospital Universitário Getúlio Vargas, Rubem Alves Jr., ressalta que além do retorno das internações, com toda a segurança para pacientes e funcionários, o HUGV tem outras novidades. A principal delas é a habilitação como hospital geral com cirurgia de câncer, por meio da portaria Nº 2614, do Diário Oficial da União (DOU) de 30 de dezembro de 2016. Além disso, o hospital está em processo final de habilitação para atendimento de pacientes com doenças raras, crônicas e também para os pacientes de permanência prolongada no leito.

Segundo o superintendente do hospital, com a habilitação do HUGV para a realização de cirurgias de câncer, será possível diminuir as filas dos pacientes oncológicos do SUS que dependiam apenas da Fundação Cecon.

“Há uma demanda reprimida muito grande desses pacientes e embora exista uma legislação determinando que, após o diagnóstico, o tratamento deve ser constituído em até 60 dias, muitas vezes os pacientes permaneciam meses no aguardo de suas cirurgias, agravando assim seu estado”, comentou Rubem Alves Jr. “Hoje, com a habilitação do HUGV, contribuiremos significativamente com a diminuição da fila de espera, oferecendo mais uma opção para tratar estes pacientes logo após o diagnóstico, aumentando a possibilidade de cura desta população”.

Novos leitos para internação no HUGV
Foto: Divulgação

 

Já a respeito das habilitações para atendimento em doenças raras, pacientes crônicos e de permanência prolongada no leito, o gerente de atenção à saúde do HUGV, Raul Antunes Ferreira, ressalta que esta habilitação será de grande importância para o hospital, pois finalmente o HUGV terá reconhecida a atuação que ele já tinha no tratamento destes casos.

“Sempre realizamos estes procedimentos e atendimentos, por necessidades da residência médica, aprendizado, mas o hospital não recebia por eles, por não ser credenciado.  Esta gestão, desde o início, vem buscando habilitar estes procedimentos na tentativa de regulá-los e ao mesmo tempo fazer com que sejam uma fonte financeira para a instituição”, afirmou Ferreira. “Com as novas habilitações o hospital passará a ter a saúde financeira mais equilibrada, podendo investir mais na própria instituição, além de demonstrar ao Ministério da Saúde que atendemos estes pacientes, o que possibilitará que no futuro possamos requerer novos recursos e profissionais para atuar nestas áreas”. 

Estrutura

O novo prédio de 13 pavimentos comporta UTI, Centros Cirúrgicos, Central de Material e Esterilização, quatro andares de Enfermaria, garagens e heliponto. Além de dobrar a capacidade física da unidade hospitalar e oferecer novos exames como a ressonância magnética e a hemodinâmica, o novo HUGV tem o diferencial de ser o único hospital público com heliponto no Amazonas. 

A nova estrutura do hospital mantém os cerca de 950 profissionais, entre médicos, enfermeiros, e demais especialistas e colaboradores.

A capacidade plena do hospital somente será atingida após a conclusão da segunda etapa da obra. Ao longo de 2017, além da clínica médica e cirúrgica, serão incorporadas as especialidades de pediatria e ginecologia.

 

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