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Notícias / Tecnologia

Com Switch, Nintendo tenta voltar a crescer

Novo videogame tem missão de reerguer companhia depois de cinco anos de resultados fracos; misto de console e portátil, aparelho custará US$ 299 nos EUA

sábado 14 de janeiro de 2017 - 1:49 PM

Estadão Conteúdo / portal@d24am.com

Os primeiros games compatíveis que incluem o do encanador Mario, também foram anunciados. Foto: Divulgação

São Paulo - A empresa japonesa Nintendo anunciou nesta sexta-feira, 13, que seu mais novo console, chamado Switch, chegará às lojas do mercado norte-americano em 3 de março por US$ 299. Os primeiros games compatíveis – que incluem o do encanador Mario – também foram anunciados. O lançamento representa mais uma tentativa da Nintendo de virar o jogo e voltar a crescer, depois de alguns anos à margem.

Misto de videogame de mesa e console portátil, o Switch sucede o Wii U, aparelho lançado em 2012 que vendeu apenas 14 milhões de unidades e fez a empresa ter cinco anos seguidos de resultados financeiros ruins.

“O Switch é um novo tipo de entretenimento: ele pode ser jogado na TV, mas também onde você quiser”, explicou Tatsumi Kimishima, presidente da Nintendo, durante a apresentação do consoles, diretamente de Tóquio. O videogame não tem data prevista para chegar ao Brasil – a Nintendo encerrou operação no País em janeiro de 2015.

A princípio, o Switch consiste em dois aparelhos: uma caixa com tela sensível a toque de 6,2 polegadas – que armazena a parte responsável pelo processamento do videogame, um controle com dois pares de quatro botões e dois comandos direcionais analógicos, além de um dock para deixar na estante para encaixar o aparelho na hora de jogar na tela da TV.

A inovação está na forma como esses elementos podem ser combinados: o controle pode ser dividido em dois, caso amigos queiram jogar juntos; os joysticks também podem ser acoplados à tela, para jogar na rua; se o jogador estiver distante da TV, a tela do Switch poderá ser usada como TV independente, e os controles podem ser divididos entre dois amigos.

Para André Pase, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), o console “faz sentido para jogar no avião, mas não no metrô, onde o jogo pode atrapalhar passageiros.”

Apesar da versatilidade, há quem duvide que isso bastará para o console se popularizar. Segundo o analista chinês Daniel Ahmad, da consultoria Niko Partners, “o Switch deixou muitas dúvidas”. 

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