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Notícias / Tecnologia

Trilha sonora da viagem turbinada pela tecnologia

Em modelos mais novos de carros, música depende de pen-drives plugados a apps automotivos

domingo 2 de abril de 2017 - 1:00 PM

Estadão Conteúdo / portal@d24am.com

Modelos como Chevrolet Onix e Peugeot 208 não têm mais leitor ótico em suas centrais multimídia. Foto: Reprodução

São Paulo - O sistema de som do carro é um alento e tanto para quem passa horas ao volante todos os dias. Por isso, saber extrair o melhor de cada equipamento, desde o mais simples, vai tornar a viagem ainda melhor. A qualidade do áudio pode ser aprimorada com alguns ajustes. Além do bom e velho rádio/toca CDs, há uma diversidade de fontes de música, como pen-drives e smartphones, por exemplo.

A configuração padrão dos aparelhos é feita para agradar a maioria, mas dá para alterar alguns parâmetros e corrigir a forma como o sistema distribui o som dentro do carro. É possível, por exemplo, enviar o som para outro lado do carro e diminuir o volume em áreas mais próximas do motorista.

Outro problema comum é o volume alto demais no banco traseiro, mesmo em níveis moderados, o que acaba dificultando a conversa entre as pessoas a bordo. Isso pode ser resolvido com o ajuste de balanço, que permite acertar para qual lado o som será projetado.

Também é possível extrair o máximo de qualidade dos alto-falantes e amplificadores, mudando a intensidade de cada frequência de som. Especialistas indicam fazer esse ajuste com calma, até mesmo pela manhã, quando os ouvidos estão mais descansados.

Além disso, é recomendado utilizar sempre uma mídia de boa qualidade para configurar o som, como, por exemplo, um CD. Os formatos digitais tendem a ser muito inferiores. Deve-se ajustar frequência por frequência, das mais graves às agudas, até achar o ponto que agrade aos ouvidos.

O toca-CDs, aliás, já está sumindo de vários aparelhos automotivos. Modelos como Chevrolet Onix e Peugeot 208 não têm mais leitor ótico em suas centrais multimídia. Reproduzir música nesses carros, só mesmo por meio digital.

E, com a ascensão dos serviços de streaming, o melhor meio de ouvir música no carro é pelo celular, com conexão por cabo ou sem fio (Bluetooth) — que precisa ser configurada.

A partir daí, dá para curtir as canções salvas no aparelho ou por meio de aplicativos de streaming, como Spotify.

Apps ganham força

Uma das ferramentas que vêm se popularizando rapidamente é o suporte às plataformas Android Auto e CarPlay, da Apple. Por meio delas, dá para reproduzir o conteúdo do celular na tela do sistema multimídia do carro, substituindo as interfaces originais do monitor por uma padrão, desenvolvida pelas duas gigantes da tecnologia. Isso evita que o motorista use o telefone ao volante. 

São espelhados apenas alguns aplicativos do telefone. Esses apps têm versões próprias para funcionar no carro, como nas TVs inteligentes.

A conexão é feita por cabo — o que traz outra vantagem: recarregar o telefone. Basta plugar o celular na entrada USB para o sistema entrar automaticamente em funcionamento. 

O ‘senão’ é que o celular fica bloqueado enquanto a plataforma está em uso, o que impede a utilização de outras funções que não estão no Android Auto ou no CarPlay. Isso significa que aplicativos de mensagem ou o popular Waze não poderão ser utilizados em momento algum, nem na tela do carro nem no próprio celular.

A única possibilidade para total espelhamento é pelo aplicativo Mirror Link, disponível em algumas centrais multimídia. O recurso reproduz totalmente a tela do celular no carro e mostra qualquer tipo de conteúdo, inclusive o de aplicativos ‘rejeitados’ pelos sistemas oficiais.

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