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Amazônia / Parintins, Cultura & Arte

Dia de decisão em Parintins

Bumbás Caprichoso e Garantido aguardam resultado da 51ª edição do Festival Folclórico de Parintins, que será anunciada nesta segunda-feira (27).

segunda-feira 27 de junho de 2016 - 9:30 AM

Da Redação / portal@d24am.com

Terceira noite do festival deste ano não considerou todos os itens para avaliação. Foto: Folha de Parintins.

Manaus - Realizado com muito sacrifício de ambos os bumbás, o 51º Festival Folclórico de Parintins conhece seu campeão nesta segunda-feira (27). A festa foi encerrada nesta madrugada, após uma noite de avaliação parcial, isto é, para fins de nota, foram considerados apenas os seguintes itens: apresentador, levantador de toadas, batucada ou marujada, amo do boi, boi-bumbá evolução, toada, letra e música e galera.

Na primeira noite, sexta-feira (24), o Garantido teve a tarefa de abrir a programação. Durante o espetáculo ‘Ancestralidade’, parte do tema ‘Celebração’, o Garantido mostrou, por meio de alegorias, música e coreografia, o ritual indígena Karajá, que traz uma visão do ‘fim apocalíptico e do renascimento’. Também foi apresentada a diversidade cultural do boi e suas influências do folclore e de diversas religiões.

Em seguida, o Caprichoso apresentou ao público o subtema ‘Viva o nosso folclore’, parte do tema principal ‘Viva Parintins’. O destaque ficou para a alegoria ‘Tandavú, a fera dos rios’, lenda amazônica sobre uma criatura que foi lançada há muito tempo, nas profundezas dos rios, e que, à noite, sussura melodias fúnebres, provocando fortes ondas.

Segunda noite
No sábado (25), o Garantido, que voltou a abrir as atividades, apostou na religiosidade. O bumbá apresentou os Romeiros de Nossa Senhora do Carmo, que costumam participar, todos os anos, no dia 16 de julho, da grande procissão em homenagem à santa padroeira da cidade. A alegoria Romeiros da Fé reproduziu, na arena, duas imagens gigantes de Nossa Senhora de Nazaré e de Nossa Senhora do Carmo cercadas por anjos, enquanto a cantora amazonense Márcia Siqueira interpretou a canção ‘Romaria’.

A religiosidade também esteve presente na apresentação do boi Caprichoso. O azul abordou, na segunda noite do festival, a temática ‘Viva Nossa Floresta’. No item figura típica regional, Nossa Senhora do Carmo também estava representada em uma grande escultura como parte da alegoria ‘O Pescador’.

O boi azul ressaltou a importância do trabalho desse profissional e da pesca tradicional de subsistência, característica da região amazônica devido à dinâmica de enchentes e vazantes dos rios.

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