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Feira do Paço e bandas alternativas animam Centro de Manaus neste domingo

As opções de lazer se estendiam pela Avenida Eduardo Ribeiro, passando pela Rua José Clemente e pela Praça Dom Pedro II

domingo 12 de março de 2017 - 9:55 PM

Diogo Rocha / portal@d24am.com

A Feira do Paço reuniu atrações culturais e gastronômicas na Praça Dom Pedro II. Foto: Eraldo Lopes

Manaus – Neste domingo (12), o Centro de Manaus reuniu diversos eventos culturais. As opções de lazer se estendiam pela Avenida Eduardo Ribeiro, passando pela Rua José Clemente e pela Praça Dom Pedro II, com a primeira edição deste ano da Feira do Paço.

A Feira do Paço trouxe como novidade uma exposição de modelos antigos de carros e motos. No entorno, ao lado das várias barracas e quiosques de comidas, bebidas e produtos artesanais, uma fileira de Fuscas, Passats, Buggys, Voyages, Gols, Opalas e outros veículos fabricados entre as décadas de 1960 e 1980 chamavam a atenção do público.

Dono de um Fusca Antigo verde, modelo de 1972, vindo de Guarujá (SP), o aposentado João Lopes, 56, utiliza até hoje o carro que expôs pela primeira vez em uma feira. “Sou o segundo dono desse Fusca, comprei em 1988. É o meu carro oficial, uso para ir na escola, universidade, quartel e para tudo”, disse Lopes, que também preserva um Gol, de 1989.

Exposição de carros antigos se destacou na Feira do Paço
Foto: Eraldo Lopes

O aposentado não se considera um colecionador e afirma que o Fusca dele é mais econômico que os carros modernos. “O Fusca foi um dos carros vendidos no mundo e devemos respeito a isso. Eu coloco R$ 30 de gasolina e passo quase a semana inteira dirigindo”, afirmou.

Membro do Clube do Fusca do Amazonas, o funcionário público Raimundo Carlos, 48, também é aficionado pelos modelos antigos de veículos. “Tenho um Fusca, de 1970, que comprei há seis anos e gastei R$ 11.750 para reformar. Este tipo de exposição é bom para o público rememorar, além da feira ser uma boa opção de lazer”, disse Carlos, que carrega a memória afetiva de ter aprendido a dirigir em um Fusca.

Feira do Paço contou com várias barracas e quiosques de comidas, bebidas e produtos artesanais
Foto: Eraldo Lopes

Com música ao vivo em um palco montado na área central da Praça Dom Pedro II, atividades de lazer e uma ampla feira gastronômica, a acriana Elisdiane Barbosa, 37, mora há 20 anos em Manaus e, pela primeira vez, visitou a Feira do Paço. Microempresária, ela adorou a culinária variada do local. “Tudo maravilhoso e gostoso. A exposição também agradou muito”, declarou.

Carnaval de roqueiros

A primeira edição do ‘Bloco Covers & Alfaces’, na Rua José Clemente, no Centro, reuniu oito bandas locais de rock’n’roll, que se revezavam no palco montado ao lado do Teatro Amazonas, desde 16h45, fazendo covers de bandas nacionais e internacionais consagradas. A ideia do ‘Carnaval’ roqueiro, segundo o coordenador do evento, Douglas ‘Mandrake’ Lima, surgiu de uma reinvindicação dos próprios artistas covers de Manaus.

Roqueiros marcaram presença no ‘Bloco Covers & Alfaces’
Foto: Eraldo Lopes

“Nossa produtora, a Mandrake Produções, trabalha com bandas autorais. Então, nós fizemos dois blocos de Carnaval com essas bandas no ano passado. As bandas que trabalham com covers perguntaram por que não podiam também. Por isso criamos essa edição do bloco (de Carnaval) ‘Covers & Alfaces, que já é um festival que existe há sete anos”, explicou Lima.

Com a expectativa de mais de dois mil ‘foliões’ do rock, as bandas tocaram hits do Charlie Brown Jr., Raimundos, Ramones, Legião Urbana, Engenheiros do Hawaii, Scorpions, Led Zeppelin, Iron Maiden e Sepultura.

O auxiliar de cozinha Diego Oliveira, 25, aprovou a iniciativa do novo bloco ‘fugir’ das tradicionais temáticas do período de Carnaval e atender um público específico. “É bem diferencial e para mentes abertas e ecléticas. Você expande tudo em um momento só e mistura até pessoas que não conhecem o movimento do rock e têm uma ideia errada”, comentou.

O publicitário Tião Bentes, 53, acompanha há bastante tempo o cenário local do rock’n’roll e espera que a criação de um bloco, como ‘Covers & Alfaces’, democratize mais o acesso do público. “A tendência é o negócio crescer e isso tudo se torna uma vitrine para as bandas, como das autorais”, disse Bentes.

Problemas elétricos

Pelo lado da Avenida Sete de Setembro, com esquina com a Eduardo Ribeiro, a 4ª edição da Banda LGBT Folia, que estava prevista para iniciar às 17h, sofreu um atraso de mais de duas horas. Faltou eletricidade no palco para a apresentação dos shows das bandas, DJs e drag queens.

“Tivemos um imprevisto com a eletricidade porque a Amazonas Energia não veio ainda para fazer a ligação (da fonte elétrica). Esperamos no mínimo quatro mil pessoas, porque queremos diversão e passar uma mensagem da diversidade. Estamos abertos não apenas para o público LGBT, mas para os héteros também”, disse uma das coordenadoras do evento, Marshall Moreira, 20.

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