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Paulo Betti traz sua história de vida ao Teatro Amazonas

Ator, que estará em Manaus nos dias 7, 8 e 9 de abril, no Teatro Amazonas, também comandará bate-papo com o público presente, em uma das sessões

terça-feira 21 de março de 2017 - 7:30 AM

Bruno Mazieri / portal@d24am.com

Dirigido por ele mesmo e Rafael Ponzi, espetáculo é uma viagem de sensações. Foto: Divulgação

ManausAo completar 40 anos de profissão, em 2015, o ator Paulo Betti decidiu que chegara a hora de contar, não apenas a sua história de vida — nada da carreira —, mas também a da sua família, com a qual possui extrema ligação, como bom descendente de italianos. Para isso, criou o monólogo ‘Autobiografia Autorizada’, que está percorrendo o País e será apresentado em Manaus, nos dias 7, 8 e 9 de abril, no Teatro Amazonas. Dirigido por ele mesmo e Rafael Ponzi, o espetáculo é uma viagem de sensações, passando pela dor, pelo humor e também pela poesia.

 

Entrevista: PAULO BETTI

Ator e diretor do espetáculo ‘Autobiografia Autorizada’

A peça trata mais da sua vida pessoal e não da profissional, apesar da ‘data’ comemorativa. Em que momento você decidiu criá-la e de onde veio a 'necessidade' de contá-la no teatro?

Eu precisava contar a história de minha família e as circunstâncias em que fui criado, pois me dei conta que é a história do Brasil profundo, a dos imigrantes, dos negros e dos indígenas, tudo junto. Contando a história de minha ‘aldeia’, penso estar contando a de todas as aldeias.

Como foi sua infância no interior de São Paulo?

Minha mãe teve 15 filhos, fui o último temporão. Depois de dez anos sem dar a luz, eu apareci. Ela e meu pai eram analfabetos, é uma história de superação de dificuldades.

Em que momento você percebeu que queria seguir a carreira de ator e como foi a reação da sua família?

Foi muito natural. Eu tinha uns 19 anos e minha família não tinha muita noção do que significava o teatro. Talvez tenha sido por isso que não atrapalhou. Eles não tinham a ideia, pequeno burguesa, de que o teatro era lugar de perdição.

Qual o fato mais marcante da sua vida pessoal?

O nascimento de meus três filhos: Juliana, Marina e João.

Como é sua relação com a atriz Eliane Giardine? (Nota: eles foram casados de 1973 e 1997)

Excelente! Tanto que acabamos de fazer o filme ‘A Fera na Selva’. Pretendemos usar o bate-papo, depois da peça, para conquistar participantes para o lançamento do filme, em Manaus. Quero professores, artistas... Todos que se interessem pelo processo de criação audiovisual.

Vou oferecer a todos um PDF da novela ‘A Fera na Selva’, de Henry James, e também minha adaptação da mesma novela. Depois voltarei a Manaus para lançar o filme e todos poderão discutir o resultado final, tendo lido a novela e o roteiro. Um curso completo de audiovisual em lançamento é diferente.

O monólogo foi sucesso de crítica. Ao que você atribui isso?

Todos se identificam com a dor, o humor e a poesia que estão contidos na peça. Acho que escrevi e interpretei com muita paixão os personagens: meu pai, mãe, avô, avó, irmãos... Amo esses personagens.

Como é se dirigir?

Tive a ajuda da minha filha Juliana e do meu amigo Rafael (Ponzi). Sem eles, eu não conseguiria, pois perde-se, completamente, o senso crítico ou fica-se imobilizado. Eles me deram o meio termo.

Você é a favor das biografias não autorizadas?

Sou, mas não gostaria que fizessem uma comigo. Então, não sou a favor, né? Pimenta nos olhos dos outros é refresco, não é?

Em 2015, você comemorou 40 anos de carreira. Hoje, quando você olha para sua trajetória, o que você pensa?

Que trabalhei bastante e os ventos foram a favor. Lutei e tive sorte. Sou abençoado e grato.

Como está a expectativa para a apresentação em Manaus?

Muito boa. Vou adorar me apresentar na terra de meu amigo Márcio Souza, grande escritor, e no mitológico Teatro Amazonas. Estou ansioso e emocionado com a chance de encontrar o público e os fazedores de arte de Manaus.

Quais os planos para 2017?

Quero lançar o filme ‘A Fera na Selva’, em Manaus e em todo o Brasil. Quem quiser saber detalhes, apareça no bate-papo após a sessão de sábado, 25, vai ser revolucionário o modelo de lançamento. Conforme falei acima, será o filme e, também, um curso de como se faz um filme. O acesso é gratuito a quem quiser.

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