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Projeto Morrinho chega a Manaus com oficinas artísticas para jovens do Cidade de Deus

As atividades serão realizadas na Escola Aristophanes Bezerra de Castro até o dia 27 de abril

segunda-feira 17 de abril de 2017 - 1:47 PM

Com informações de assessoria / portal@d24am.com

Manaus é a última cidade a ser visitada pelo projeto. Foto: Divulgação

Manaus – O projeto ‘Microrresidências Morrinho’, contemplado pelo programa Rumos Itaú Cultural (2015-2016), chega a Manaus nesta segunda-feira (17) e terá como base a Rua Benjamin, bairro Cidade de Deus, na zona norte. Em parceria com O Impact Hub e a Escola Aristophanes Bezerra de Castro, onde serão realizadas as atividades, os artistas Cirlan de Oliveira e Raniere Dias vão coordenar as oficinas de roteiro, filmagem e montagem das maquetes e dos curtas-metragens inspirados no modo de viver da comunidade. A apresentação dos trabalhos está marcada para o próximo dia 27 de abril. 

Segundo a organização, os 20 alunos selecionados vão projetar a realidade por meio da arte. A primeira etapa consiste no levantamento das características arquitetônicas da comunidade, para que sejam reproduzidas em maquete. 

Em seguida, é realizado um bate-papo com os adolescentes sobre a vivência de cada um, para criação do roteiro do filme e gravação com bonecos Lego. Ainda conforme a organização, o material é produzido com tijolos, tintas, materiais reaproveitados e uma câmera. 

Foto: Divulgação

De acordo com o coordenador Lucas Silveira, os jovens costumam se identificar com os artistas do ‘Morrinho’, que cresceram e foram criados em situação semelhante a deles, em um bairro periférico do Rio de Janeiro, dominado pelo tráfico. 

“A história de superação dos artistas, sem dúvida, é o maior potencial do projeto. São meninos que encontraram na arte um modo próprio e bastante singular de sublimar toda dificuldade da vida”, afirma. 

Foto: Divulgação

O projeto passou pela comunidade Paraisópolis, em São Paulo; Cidade Estrutural, no Distrito Federal; e Manaus é a última cidade a ser visitada. Os lugares escolhidos são bairros de baixa renda, com pouca penetração da produção cultural.

Identidade

O ‘Morrinho’ nasceu de uma brincadeira entre garotos, em 1997. Dois irmãos, filhos de pedreiros, e mais outros sete começaram a recolher os restos de material de trabalho dos pais, como tijolos quebrados, para construir uma espécie de maquete da comunidade em que moravam, o Pereirão, no Rio de Janeiro; e brincar nela com bonecos Lego. 

Foto: Divulgação

Sem perceber, os garotos começavam a contar a vida em uma favela do Rio de Janeiro. A brincadeira resultou em curtas como ‘Barakana’ e ‘Deus sabe tudo mas não é x9’, disponibilizados na TV Morrinho, emissora comunitária fictícia hospedada no Youtube, voltada para as apresentações dos vídeos produzidos pelos novos cineastas. A diversão virou obra de arte, sendo exposta na Bienal de Veneza, em 2007, e no MoMa, em Nova York, no ano de 2009.

 

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