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Plus / Comportamento

Pesquisa alerta para necessidade da limpeza virtual

Segundo a Kaspersky Lab, apenas cerca de metade das pessoas revisa o conteúdo de seus computadores e tablets regularmente, no entanto, dois terços (63%) fazem isso nos smartphones

domingo 2 de abril de 2017 - 2:00 PM

Com informações de agências / portal@d24am.com

De acordo com o estudo, 35% dos usuários excluem aplicativos de seus smartphones por falta de espaço no HD. Foto: Eraldo Lopes

Manaus - A desordem digital é um fenômeno que assola os dispositivos digitais modernos e a quantidade cada vez maior de informações armazenadas em smartphones, tablets e computadores é colocada em risco pela falta de ‘higiene digital’ dos usuários. A pesquisa ‘A desordem digital e seus perigos’, da Kaspersky Lab, revela que a postura dos usuários em relação ao cuidado e à manutenção dos aplicativos em seus dispositivos torna os dados sigilosos vulneráveis a ciberameaças, especialmente, em computadores e tablets.

A pesquisa mostra que os usuários tendem a evitar a tarefa de controlar o conteúdo em seus dispositivos. Apenas cerca de metade das pessoas revisa o conteúdo de seus computadores e tablets regularmente, no entanto, aproximadamente, dois terços (63%) fazem isso em seus smartphones. Enquanto 35% usuários excluem aplicativos de seus smartphones por falta de espaço no HD, apenas 13% dos usuários de computadores fazem o mesmo. Isso normalmente ocorre porque os smartphones têm menos capacidade de armazenamento do os computadores.

Um quarto dos usuários não se lembra da última vez que desinstalou um aplicativo de seu computador, no caso dos smartphones esse número é 12%. Isso faz com que um terço dos aplicativos nos computadores sejam redundantes, pois nunca são usados, mas ficam no disco rígido ocupando espaço e, possivelmente, sendo executados em segundo plano - colocando informações sigilosas em risco.

“Os dispositivos digitais que usamos todos os dias guardam dados preciosos que não devem cair em mãos erradas, nem serem perdidos por causa da falha ou de uma infecção por malware (software nocivo) no dispositivo. O combate à desordem digital requer que os usuários cuidem do gerenciamento, da limpeza e da atualização de aplicativos em todos os dispositivos que possuem. O cuidado e a manutenção devem ser prioridade em sua vida digital, como no mundo físico, para manter os hackers afastados”, declarou Andrei Mochola, chefe de negócios ao consumidor da Kaspersky Lab.

Ainda, 65% dos usuários atualizam os aplicativos em seus smartphones assim que são lançados, incluindo correções de segurança e atualizações recentes. No entanto, esse número se reduz a 42% em tablets e 48% nos computadores, ou seja, os usuários não tratam seus dispositivos igualmente, o que representa uma ameaça para eles. De acordo com estatísticas da Kaspersky, malware em computadores são mais atuantes do que em outros dispositivos, por exemplo, 28% nesses ante 17% em smartphones.

É preocupante a constatação do estudo, pois aponta uma contradição nas atitudes dos usuários em relação a seus dispositivos e as ameaças que enfrentam neles. De acordo com a pesquisa, apesar do comportamento arriscado dos usuários em relação ao gerenciamento dos computadores e das ameaças de infeção por malware serem maiores nestes, a maioria dos participantes ainda considera os computadores o dispositivo mais seguro para seus dados.

Recomendação

Segundo a pesquisa, para manter os dispositivos digitais seguros é necessários seguir alguns passos. Primeiro, o usuário tem que atualizar os aplicativos – é importante que se atualize os aplicativos assim que houver novas versões, pois elas podem incluir correções de segurança que evitam ou reduzem as vulnerabilidades no aplicativo.

É importante, também, apagar aplicativos. Os aplicativos em smartphones gerenciados de modo incorreto também representam uma ameaça de segurança, pois muitas vezes transmitem dados, mesmo que não estejam sendo usados.

Já alterar as configurações dos aplicativos permite que o usuário gerencie como o aplicativo interage com o dispositivo. Por exemplo, os aplicativos podem ter acesso a informações sigilosas do usuário, rastrear os locais do usuário e compartilhar dados do usuário com servidores de terceiros. Se essas configurações não forem gerenciadas, aplicativos não utilizados podem obter acesso a informações no dispositivo sem o conhecimento do usuário.

A pesquisa aponta, também, que usar software especializado ajuda a diferenciar os aplicativos com comportamento suspeito e, também os que não são utilizados, além daqueles que precisam de atualização. Informações sobre soluções de segurança para usuários domésticos, basta acessar o site: https://www.kaspersky.com.br/home-security#pc.

Em pesquisa, empresa processa estatísticas despersonalizadas

A pesquisa ‘A desordem digital e seus perigos’ foi baseado em informações obtidas de uma associação única de pesquisa online e análises técnicas de ameaças de segurança e desempenho de aplicativos.

Segundo a empresa, os resultados são frutos das estatísticas da Kaspersky Security Network, um sistema baseado em nuvem que processa estatísticas despersonalizadas referentes a ameaças virtuais recebidas de milhões de dispositivos Windows e Android dos usuários da Kaspersky Lab no mundo inteiro.

Uma pesquisa online realizada pela empresa de pesquisa Toluna e pela Kaspersky Lab, em janeiro de 2017, avaliou as atitudes de 16.250 usuários de 17 países com idade superior a 16 anos.  Os dados foram ponderados para serem globalmente representativos e consistentes, divididos igualmente entre homens e mulheres.

A Kaspersky Lab é uma empresa global de segurança cibernética fundada em 1997. Segundo a empresa, a expertise da Kaspersky Lab cria soluções e serviços de segurança para proteger empresas, infraestruturas críticas, governos e consumidores em todo o mundo.

 

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