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Um brinde à tradição dos drinques ditos clássicos

Antigos ou ‘old fashioned’, drinques como Piña Colada, Margarita e Dry Martini seguem na vanguarda

domingo 12 de março de 2017 - 12:30 PM

Bruno Mazieri / plus@diarioam.com.br

Em tempos de Aperol Spritz e Moscow Mule, os drinques clássicos mostram que estão com força total e ainda são ‘desejados’ por inúmeros apreciadores. Foto: Divulgação

Manaus - O personagem James Bond, vivido por diversos atores hollywoodianos, nunca escondeu sua paixão por um drinque: o Dry Martini. Imortalizada nas telas do mundo inteiro, a bebida ainda ocupa lugar de destaque nos bares e restaurantes da cidade. Assim como ela, a Piña Colada, cantada em verso e prosa por Rupert Holmes, na música ‘Escape’ (1979), também pode ser saboreada com bastante facilidade, provando que de ‘velho’, só existe o mundo.

Em tempos de Aperol Spritz e Moscow Mule, os drinques ditos clássicos (para não dizer antigos) mostram que estão com força total e ainda são ‘desejados’ por inúmeros apreciadores locais. Jéssica Sousa, gerente de uma das unidades do Soho Lounge, afirma que Mojito e Margarita são essenciais no menu. “Na verdade, as casas sempre buscam conservá-los, pois sabem que existe a procura. Apesar de sermos um espaço de comida japonesa, e o saquê ser o grande protagonista, esses dois drinques também fazem sucesso”, diz.

Segundo ela, essas bebidas são pedidas por pessoas quem buscam um happy hour mais animado ou estão fazendo ‘esquenta’ para alguma balada. “Eles são pedidos por clientes de diversas idades. De jovens até um público mais adulto. O Mojito é servido em copo long drink e a Margarita em taça de Martini”.

Brasilidade

Porém, nem todos os clássicos possuem nomes ‘gringos’. E não se pode negar que o brasileiro também entende de bebida: não à toa, o sucesso que a caipirinha faz ao longo dos anos. 

Proprietário do Porão do Alemão, William Lauschner pode considerar a combinação de cachaça, limão e gelo um dos grandes atrativos do ‘templo do rock’ amazonense. “É um drinque famoso ao redor do mundo. O bar ou restaurante que não tem caipirinha não está no Brasil”, brinca.

Ele conta que sempre manteve a bebida com status de ‘vedete’. “Sempre trabalhamos em ações com a caipirinha. Inserindo ela em alguma promoção e coisas do tipo. Com isso, ela sempre se manteve em evidência. Um dos nossos diferenciais é que a bebida pode ser coada (sem casca de limão) ou tradicional (com casca de limão) e isso fica a critério dos nossos clientes”, ressalta.

Um drinque que ganhou uma repaginada, assim como o local, foi o famoso Hi-Fi. O nome, inspirado no programa ‘Crush em Hi-Fi’, exibido no País em meados dos anos de 1960, levava o nome do refrigerante de sabor laranja. “Agora, com essa tendência do consumo de produtos mais saudáveis, substituímos o refrigerante por suco de laranja caseiro. Isso, claro, misturado com vodca e gelo. Em contrapartida, a Cuba Libre permanece com o rum e o refrigerante”, lembra.

Lauschner revela que a caipirinha é unanimidade entre pessoas de 18 anos a 50 anos. Já o Hi-Fi é mais consumido por jovens adultos, a partir dos 25. “Ambos são servidos em copos long drink que variam de 330ml a 370ml”.

Sabores

E por falar em Piña Colada (com sotaque caribenho de preferência), Leonardo Sabóia, pelo Let’s Drink, uma espécie de bar itinerante que vai até as festas, comenta que a mistura do suco de abacaxi, leite de coco e rum branco ainda é sucesso. “Apesar da ascensão das bebidas gourmetizadas, drinques como estes não saem de moda. E isso é uma verdade do público mais simples até o mais sofisticado”.

As opções, revela ele, dependem do perfil de cada cliente. “Quando alguém organiza uma festa, essa pessoa quer agradar todos os seus convidados. Então, drinques com frutas e outras bebidas mais quentes, como o Rabo de Galo, por exemplo, e que quase não é mais encontrada, estão entre as escolhas”, fala.

Um dos diferenciais da Piña Colada é a sua apresentação. “Ela pode ser servida em copo long drink, mas também dentro de um abacaxi. As mulheres gostam bastante, pois o sabor é mais voltado para o doce. Já o Rabo de Galo agrada mais os homens e é servido em copo de uísque”.

Clássicos

Rogério Simioni, do Batelão Brasserie, acredita que drinques clássicos dificilmente saem dos cardápios e cartas de bares e restaurantes. “No caso do Dry Martini, existe toda tradição por conta da história de ser a bebida favorita do James Bond. Já o Sex On The Beach, é mais apreciado por quem tem medo de arriscar com um drinque novo”.

Além disso, ele destaca, também, que o perfil dos apreciadores dos dois drinques é bastante diferente. “O Dry, geralmente, é pedido por pessoas mais velhas, levando em conta que ele tem como base o gim. O Sex On The Beach é alvo de pessoas mais novas que querem o efeito do álcool, mas sem sentir o gosto dele”, detalha.

Sobre a apresentação de ambos, Simioni é taxativo. “O Sex deve ser servido com bastante gelo por ser uma bebida refrescante e, de preferência, em um copo long drink. Já o Dry pode ser servido em uma taça coupe ou também de Martini”, finaliza.

Contudo, independentemente do drinque da sua preferência, o mais importante de tudo é: se for beber, não dirija.

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