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Município de Tefé inspira a poesia de Marta Cortezão

Nascida no município situado no interior do Amazonas, a escritora apresenta ao público manauara, hoje, a obra ‘Banzeiro Manso’ e já projeta novos passos com a mesma temática

sexta-feira 3 de março de 2017 - 9:00 AM

Kamilla Vieiralves / portal@d24am.com

De volta ao Brasil para lançar o livro, Marta abriu o cronograma, claro, por Tefé. Foto: Divulgação

Manaus Escrever é uma arte e, por isso mesmo, leva tempo para aperfeiçoar, desde as ideias até a ponta do lápis. Foi assim que, de uma estudante de Letras que escrevia sem mostrar para ninguém, a tefeense, radicada na Espanha, Marta Cortezão se transformou em escritora de seus próprios versos e rimas. Nesta sexta-feira (3), ela lança, em Manaus, na Casa da Pamonha (Rua Barroso, 375, Centro), às 18h30, o livro ‘Banzeiro Manso’, cuja capa foi desenhada por um conterrâneo, o ilustrador Elvis Braga. 

O volume é, na verdade, derivado de um blog e, posteriormente, de uma página virtual — que foram, de fato, o pontapé dessa troca entre a autora e os leitores. A resposta foi tão boa que novas oportunidades começaram a aparecer, transformando o hobby em profissão. 

“Participei de antologias, publiquei inúmeras vezes na revista eletrônica ‘Subversa’, fiz novas amizades com leitores, editores, escritores e, quando boiei esse mergulho, já estava dentro da canoa da Associação Brasileira de Escritores e Poetas Pan-amazônicos (Abeppa) e, na proa, o escritor Paulo Queiroz comandando o ritmo das remadas. Foi o apoio dos confrades e confreiras da Abeppa que me fez seguir rumo ao grande desafio de escrever profissionalmente”, relembra.

O nome ‘Banzeiro Manso’, mais do que uma referência a seu lugar de origem, traz, ainda, uma reflexão para a autora. “Este título, a princípio da página, surgiu quando me dei conta que ‘banzeiro’ e ‘manso’ eram os vocábulos que se repetiam com certa frequência em meus versos”, conta Marta. 

“Portanto, a metáfora ‘banzeiro’ empregada no livro nos remete a questionamentos humanos, ora revoltos ora mansos, que se apresentam em nossas vidas e que são vivenciados através destes elementos da vida cabocla do homem amazônico. Uma onda que começa revolta e termina batendo manso às margens da bela Baía Tupé de minha querida cidade”, completa.

De volta ao Brasil para o lançamento do livro — que já aconteceu, no último sábado, 25, em Tefé, e tem Manaus como próxima parada —, Marta reafirma a importância de voltar ao seu lugar de origem para apresentar o seu trabalho e adianta, ainda, que pretende continuar explorando o melhor da sua terra. 

“Sou apaixonada pela cidade onde vivi dourados anos e para quem dedico todo o último capítulo de meu livro. É por ela que meus olhos banzeiram os mais saudosos versos. Para os próximos trabalhos, continuo com a ideia de explorar este mundo tão diverso e deveras fascinante. Porém, é algo que estou alimentando sem pressa, assim como um barco no imenso Solimões que se deixa descair no ritmo manso da leve correnteza”, finaliza.

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